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SÃO PAULO – O IEF (Índice de Expectativa das Famílias), divulgado na segunda-feira (27) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que, em setembro, 52,28% das famílias brasileiras estavam endividadas.
A pesquisa, realizada em 3.810 domicílios distribuídos por 200 municípios em todas as unidades da federação, revela ainda que as famílias que ganham de cinco a dez salários mínimos, estão mais endividadas: 60,33% afirmaram que têm dívidas, contra 45,04% dos brasileiros que ganham até um salário mínimo.
Contudo, o estudo mostra que o percentual daqueles que se dizem muito endividados é maior entre os com rendimento de até um salário mínimo (12,28%), ao passo que, entre os de renda de quatro a cinco mínimos, apenas 4,78% afirmaram que estão muito endividados.
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Entre os que recebem de um a dois mínimos, o grau de endividamento geral (considerando a parcela que afirma estar muito, mais ou menos ou pouco endividada) alcança 50,6%. Entre os que recebem de dois a quatro salários, o percentual ficou em 55,9% e, entre os que ganham de quatro a cinco mínimos, 58,22% têm dívidas. Daqueles que recebem mais de dez, 51,16% estão endividados.
Brasileiros do Norte são os mais endividados
O estudo ainda mostra que os brasileiros que vivem na região Norte são os mais endividados. Ao todo, 78% afirmaram que têm dívidas. E, desses, 10% afirmaram estar muito endividados.
A região Sudeste foi a que apresentou o menor grau de endividamento, de 43,86%, como mostra a tabela a seguir:
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| Grau de endividamento por região | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Centro-Oeste | Nordeste | Norte | Sudeste | Sul | |
| Muito endividado | 12,63% | 8,92% | 10% | 10,59% | 10,27% |
| Mais ou menos endividado | 17,54% | 15,21% | 30,67% | 14,39% | 16,4% |
| Pouco endividado | 22,81% | 30,14% | 37,33% | 18,88% | 30,45% |
| Não tem dívidas | 47,02% | 45,54% | 22% | 55,14% | 42,7% |
| Fonte: Ipea | |||||
O estudo ainda aponta que 17% das famílias possuem alguma conta atrasada. Mas 26,68% afirmaram ter condições de pagar as dívidas ao menos em parte. Outros 36,19% disseram que não terão condições de quitar os débitos.