Nem sempre vale a pena consolidar suas dívidas

Muitas vezes consumidor se sente atraído a levantar novas dívidas para quitar antigas, na maioria das vezes isto só o leva a se endividar mais

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SÃO PAULO – Se você está atolado em dívidas, a idéia de consolidar todas as suas dívidas em um único financiamento com taxas de juros mais atraentes pode parecer a resposta ideal para os seus pedidos. Mas tome cuidado, pois se não tem intenção de parar de se endividar você pode acabar ainda mais atolado em dívidas que nunca!

Se você decidiu consolidar suas dívidas, a primeira coisa a fazer é um levantamento do seu endividamento atual. Só assim será capaz de estimar qual o montante do novo financiamento, até que nível de taxa de juros vale a pena levantar um novo empréstimo, etc.

Calcule a taxa de refinanciamento máximo

Agora que você já tem uma boa idéia do seu grau de endividamento, compare os termos do novo empréstimo (incluindo penalidades por pagamento antecipado) com os dos vários empréstimos que você possui no momento. Para ajudá-lo nessa tarefa a InfoMoney desenvolveu um simulador para analisar se vale a pena consolidar suas dívidas?

Apesar de variarem muito, não há dúvidas que as taxas de juros de cartão de crédito e/ou cheque especial são muito mais altas do que as taxas atuais de crédito ao consumidor. Enquanto as taxas de cartão de crédito e cheque especial variam entre 8-10% ao mês, as taxas de empréstimo pessoal variam entre 4-6% ao mês. Vale lembrar que, no caso de atraso no pagamento da fatura de cartão de crédito, as operadoras cobram ainda 2% de multa sobre o total da dívida.

Por exemplo, se você trocar a sua dívida de R$ 5.000,00 no cartão de crédito (com juros de 10% ao mês), por um empréstimo pessoal (com juros de 6,5% ao mês) estará economizando por mês cerca de R$ 175,00 por mês. Esses cálculos não incluem a incidência de multa moratória de 2% pelo atraso no pagamento, mas apenas a diferença entre as despesas de juros mensais com cartão de crédito e com empréstimo pessoal.

Contudo, vale lembrar que os empréstimos pessoais são créditos pessoais pré-aprovados, disponibilizados na hora ou em até dois dias, e na maioria dos casos com taxas de juros pré-fixadas. Por isso mesmo, só são disponibilizados para clientes de bom histórico de crédito.

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Estude com cuidado os termos de refinanciamento

Dependendo do seu histórico de crédito e do montante que você precisa levantar em novos empréstimos, pode acabar pagando mais ao consolidar suas dívidas. Para quem não tem um bom histórico de crédito, já que os bancos estão cada vez mais rígidos na cessão de crédito ao consumidor, e muitas financeiras não fazem financiamentos acima de certos valores.

Por outro lado, o seu banco pode estar disposto a emprestar apenas uma quantidade maior do que a que você realmente necessita. Em outras palavras, para consolidar sua dívida você precisa de R4 5mil, mas seu banco só aceita oferecer a linha de crédito se você levantar R$ 7mil. Neste caso, não vale a pena consolidar suas dívidas, pois você vai acabar ainda mais endividado por um prazo mais longo de tempo.

Será que vale a pena consolidar as dívidas?

Antes de consolidar suas dívidas, reflita com cuidado as razões pelas quais tomou essa decisão. Foi a possibilidade de reduzir seus gastos mensais, ou a decisão de mudar seus hábitos de consumo e conseqüentemente melhorar seu perfil de crédito?

Nunca levante um novo empréstimo para pagar uma dívida em atraso, e nem pense em recorrer a um outro para pagar esse segundo empréstimo. O risco de você perder o controle das suas dívidas é enorme! Está na hora de você iniciar um planejamento mais cuidadoso do seu orçamento, só assim você vai se livrar definitivamente do pesadelo das dívidas.