Renegociação de dívidas

Mutirão de negociação de dívidas e orientação financeira começa em novembro

Ação é voltada para pessoas físicas com dívidas atrasadas com instituições financeiras

Por  Mariana Amaro -

SÃO PAULO – ​​Entre os dias 1º e 30 de novembro, pessoas endividadas poderão participar do Mutirão da Negociação de Dívidas e Orientação Financeira.

A iniciativa é de uma parceria entre a Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, o Banco Central do Brasil, a Secretaria Nacional do Consumidor e o Senado Federal.

Quem está endividado poderá fazer a negociação pelo site de mediação de conflitos, criado pela Senacon junto com os Procons estaduais e mais de 160 instituições financeiras.

Mas nem toda dívida poderá ser negociada no mutirão. Apenas para aquelas que:

1) Estão em nome de uma pessoa física – e não de uma empresa;
2) Estão com parcelas atrasadas;
3) Foram contratadas com bancos ou instituições financeiras;
4) Não possuem bens em garantia, como financiamento de imóveis e veículos ou crédito com garantia.

Entram, por exemplo, dívidas com cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal.

Para começar a negociação de uma dívida, o devedor precisa fazer seu registro na plataforma consumidor.gov.br e escolher a instituição com a qual deseja negociar. Os bancos terão prazo de até 10 para analisar a solicitação e apresentar uma proposta.

Mais informações sobre o mutirão, quais dívidas poderão ser renegociadas e um formulário para entender quanto da sua renda pode ser comprometido com o pagamento da dívida estão no site oficial do mutirão.

Demanda por crédito continua crescendo

A busca por crédito no Brasil subiu 3% em setembro, com relação ao mês anterior. Em agosto, esse número avançou 11%. Os dados são do Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), que mede o número de solicitações de crédito em bancos, serviços e varejo. Este mês, o único segmento a apresentar resultado negativo foi o do varejo, com queda de 4% no volume dos pedidos de crediário.

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Enquanto isso, o setor de serviços teve um aumento de 25% na busca de crédito e o de bancos e financeiras subiu 2%.

O estudo mostra uma escolha das pessoas por gastos em áreas consideradas essenciais. Enquanto a busca por crédito para compra de móveis e eletrodomésticos caiu 70% e 32% respectivamente, os pedidos de empréstimos para compras em supermercados aumentaram 119% acima do acumulado até agosto.

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