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SÃO PAULO – O grupo Abril lançou recentemente uma publicação voltada às mulheres da classe C, em que cerca de 3 mil mulheres com idade entre 18 e 49 anos, moradoras de nove estados brasileiros, foram ouvidas pelo Ibope em diversos aspectos, também relacionados aos seus hábitos de consumo.
No livro, ficou constatado que as mulheres desta classe, com rendimentos entre R$ 481 e R$ 1,2 mil, querem ter acesso ao seguro de carro, de casa e de vida. Pelo menos metade delas afirmou ter esta intenção de consumo.
Vida e casa em primeiro lugar
Como não é de se espantar, a maioria das mulheres, 57%, gostaria de comprar um seguro de casa e de vida. O seguro do carro seria menos importante para este contingente, uma vez que este foi o desejo manifestado por 45% delas. Entre as que efetivamente já contrataram um seguro, 12% já têm a residência protegida, enquanto 4% contrataram um seguro de vida e 5% têm seguro para o carro.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Para o presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros e de Capitalização (Fenaseg), João Elísio Ferraz de Campos, o resultado é positivo no sentido de que revela que os investimentos feitos pelas seguradoras para desenvolver a cultura do seguro no país têm dado certo.
De acordo com a consultoria G5 Solutions, de um total de 175 milhões de brasileiros, apenas 7% possuem renda individual superior a R$ 800, o que mostra que há um grande mercado a ser explorado e há ainda muito espaço para se criar novos produtos populares diante de uma grande demanda reprimida.
Divulgação é importante para o crescimento do produto
No entanto, para que o produto tivesse uma maior participação no mercado de seguros como um todo, deveria haver uma maior divulgação dos seguros populares. Uma opção seria firmar parcerias com canais de distribuição alternativos, como grandes redes de varejo ou empresas que já tenham um sistema de cobrança, haja vista que a cobrança do seguro poderia estar incluída nos boletos destas empresas a fim de tornar o produto ainda mais popular.
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A Fenaseg deve fazer um esforço positivo neste sentido ao levantar quantos produtos estão disponíveis no mercado para as classes C e D e quais são as seguradoras que oferecem estes seguros. Assim, será possível elaborar uma forma de levar este tipo de informação ao público alvo.