Mudança nas regras dos financiamentos da Caixa reduz prestação em 5,5%

Esta é a segunda vez que as regras de concessão dos financiamentos através do FAT são alteradas em 2002

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SÃO PAULO – Além de anunciar as novas regras a serem aplicadas nos financiamentos de imóveis usados, nesta quarta-feira, a Caixa Econômica Federal também anunciou mudanças nas regras oferecidas nos financiamentos de imóveis novos ou em construção, que usam recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT). As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – Codefat.

Esta é a segunda vez, desde o início do ano que a Caixa altera as regras dos financiamentos que usam recursos do FAT como forma de diminuir o índice de rejeição dos pedidos de financiamentos. A pedido de representantes do setor imobiliário a Caixa já havia flexibilizado as regras destes financiamentos em abril deste ano.

Na época o índice de rejeição dos pedidos de financiamento estava em 80%, frente aos 20% registrados nas linhas que não usavam FAT. Para se ter uma idéia, até o final de junho, apenas R$ 104 milhões dos R$ 1 bilhão liberado para este tipo de financiamento foi concedido.

Aumento do prazo reduz prestação

Em abril deste ano, a Caixa já havia flexibilizado as regras destes financiamentos aumentando os prazos de 12 para 14 anos e o percentual de comprometimento de renda de 25% para 30%. Novamente a Caixa optou por alongar o prazo de financiamento, que aumentou dos 14 anos de abril para 17 anos.

Em simulação feita em abril deste ano pelo Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro foi constatado que as prestações dos financiamentos através do FAT eram cerca de 33% mais caras do que aquelas oferecidas pelo Prodecar.

Dentre as razões para as prestações serem mais altas estava o fato de que as linhas que usam recursos do FAT usam como indexador a TJLP (taxa de juros de longo prazo), pois este é o custo do empréstimo levantado pela Caixa, o que aumenta o custo para o consumidor final. As linhas atualmente já oferecidas pela Caixa têm um custo entre 4% (imóvel na planta) e 5,5% (imóvel novo) ao ano mais a variação da TJLP, o que implicam em juros anuais entre 14% e 15,5% ao ano, uma vez que a TJLP está em 10% ao ano.

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O presidente do Codefat, Canide Pegado, estima que as mudanças anunciadas nesta quarta-feira devem permitir uma redução de cerca 5,5% no valor da prestação dos financiamentos de imóveis novos e em contrsução que usam recursos do FAT.