Mudança de metodologia pode abrir espaço para aumento do salário mínimo

Reajuste do salário mínimo pode ser maior que o esperado, enquanto salário-família poderá ser de R$ 25 no final do ano

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SÃO PAULO – O reajuste do salário mínimo pode ser maior que o esperado. Isso porque o governo teria maior orçamento disponível, graças à redução do déficit do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Uma mudança contábil no caixa da Previdência poderá promover economia de R$ 500 milhões neste ano.

“A alteração contábil pode fazer com que no final do ano o déficit, que seria de R$ 29,5 bilhões, fique menor. Esses recursos podem ter outra utilidade. Vai depender do impacto do salário mínimo e do salário-família”, afirma o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

Ou seja, o governo poderá optar este ano entre reduzir os gastos da Previdência em R$ 500 milhões ou usar esse “excedente” para promover um reajuste maior para o salário mínimo. As hipóteses técnicas do governo variam bastante. Pode ser que o salário mínimo chegue a R$ 270 ou até R$ 300 e o salário-família passe de R$ 13,48 para R$ 25. O reajuste do salário-família serviria de compensação ao aumento real tímido do salário-mínimo.

Mudança no calendário promove redução de gastos

No mês passado, com a mudança no calendário de pagamento dos aposentados – que passaram a receber suas aposentadorias até o quinto dia útil do mês, e não mais até o décimo dia útil – a Previdência teve que passar a dispor desses recursos no próprio mês do pagamento.

Assim, no último dia de março não houve necessidade de alocação de recursos para o pagamento de 1° de abril. Deste modo, os gastos do INSS foram reduzidos em R$ 522 milhões em março por conta da mudança na forma de alocação de recursos para o pagamento de aposentadorias e pensões.