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SÃO PAULO – Alvo de polêmica, a Medida Provisória 242, que traz mudanças na concessão de benefícios previdenciários, sofrerá modificações em relação ao cálculo do auxílio-doença.
De acordo com anúncio feito pelo ministro da Previdência Social, Romero Jucá, em reunião realizada nesta terça-feira (19) com os presidentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, e da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores, Paulo Pereira da Silva, o Governo voltará atrás em um dos principais pontos da MP.
Como fica o cálculo com a mudança
Desta forma, o cálculo voltará a ser feito com base na média dos 80% maiores salários de contribuição, como era antes. Pelo texto da MP 242, o cálculo do benefício seria equivalente à média das últimas 36 contribuições, sendo que o valor estaria limitado ao do último salário do trabalhador.
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E as mudanças podem ir mais além. Isto porque Jucá afirmou existir a possibilidade de o Governo modificar outros pontos da MP, como carência e teto para pagamento de benefícios, dependendo do que ficar acertado nos encontros com os representantes dos trabalhadores.
De um lado, Marinho cobra uma postura do Governo, reforçando o interesse em resolver o problema logo para garantir os direitos do trabalhador. Por outro lado, o Governo, embora tenha se mostrado disposto a negociar o que for preciso, destaca também o problema do elevado número de auxílios pagos no País, “como se vivêssemos uma epidemia”.