Energia

Ministro Bento Albuquerque diz que Brasil terá nova usina nuclear

País conta com duas usinas de fonte nuclear em operação; obras de Angra 3, segundo titular da pasta de Minas e Energia, devem ser concluídas em 2026

(Crédito: Pixabay)

GONÇALVES (MG) — O Brasil poderá contar com uma nova usina nuclear nos próximos anos, prevê o ministro Bento Albuquerque, titular da pasta de Minas e Energia do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Em entrevistas concedidas em Glasgow, na Escócia, onde participa da COP 26, Albuquerque disse que os novos projetos do setor terão a participação da iniciativa privada.

O cronograma que prevê o incremento do parque termonuclear brasileiro ainda é incerto, mas uma revisão do PDE (Plano Decenal de Energia), para 2031, prevê o incremento do setor nuclear com leilões no curto prazo. O PDE é uma espécie de cartilha com indicativos de investimentos em energia para o horizonte de uma década.

O titular da pasta de Minas e Energia também afirmou que as obras de Angra 3 têm a previsão de conclusão para 2026.

O parque termonuclear brasileiro conta com duas usinas em funcionamento: Angra 1 opera há 36 anos e possui 640 megawatts (MW) de potência. Angra 2 foi inaugurada em 2001, com 1,35 gigawatts (GW). Já Angra 3, quando estiver pronta, terá 1,4 GW. O volume de energia produzido pelas duas plantas nucleares em operação é responsável por cerca de 2% da matriz elétrica nacional.

O ministro já havia dito que a geração de energia, a partir da fonte nuclear, atingiria uma expansão de 8 GW a 10 GW nos próximos 30 anos. Esse incremento será puxado a partir da indicação da nova usina nos planos energéticos do país.

O ministro vem, nos últimos anos, destacando uma série de desafios enfrentados pelo setor nuclear nacional, que passa por reestruturação. Entre eles, estão o aprimoramento da legislação, para atrair investimentos privados, inclusive na mineração de urânio; conclusão das obras de Angra 3, até 2026; e a extensão da vida útil de operação de Angra 1 por mais 20 anos.

Incidentes nucleares, como o de Fukushima, no Japão, e Chernobyl, na Ucrânia, colocaram em xeque a segurança desse tipo de operação para a geração de energia. Países da Europa, como a Alemanha, vem desativando suas usinas nucleares num esforço de “limpar” a matriz energética.

Executivos do setor dizem que, no Brasil, a nova usina poderia ser usada para dar fôlego aos reservatórios das hidrelétricas, sobretudo, em momentos de escassez hídrica, como a deste ano.

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