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SÃO PAULO – Muito mais do que uma proteção, o microsseguro é um instrumento de conquista patrimonial para a baixa renda, de acordo com o advogado Bernardo Weaver, que trabalha com seguros desde 1996 e presta consultoria ao Banco Mundial.
“É instrumento para uma grande faixa da população, que agora está conseguindo escalar a pirâmide social e que antes não era contemplada pelo mercado de seguros. E isso é importante, pois todos, independentemente da classe social, são ameaçados por riscos, que atingem mais severamente justamente os que possuem menos recursos”, disse o advogado à Revista de Seguros.
A definição para microsseguro é de um produto voltado para pessoas de baixa renda, provido por diferentes tipos de instituições, as quais devem operar com as práticas de seguros geralmente aceitas no mercado, conforme o Banco Mundial.
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Preços mais baixos
Por ser uma forma de proteção para a baixa renda, o diretor do Departamento de Microsseguros da Zurich, Brandon Mathews, afirmou que é necessária uma adaptação melhor dos produtos. “As empresas precisam encontrar formas de oferecer este serviço com o custo mais baixo possível, de modo a não onerar o novo público consumidor”.
Para ele, o microsseguro é importante porque permite que os segurados tomem empréstimos e que direcionem os recursos que gastariam com proteção pessoal e patrimonial para outros investimentos, alavancando a poupança nacional.
Quem é a classe baixa?
Ele também disse que, no Brasil, o acesso das classes da base da pirâmide social ao mercado segurador ainda é limitado, tendo em vista que estas pessoas das classes D e E não são alvo da maioria das empresas do setor. “É necessário sair da zona de conforto e pensar em formas de acessar esse público, de quebrar a resistência das pessoas em adquirir proteção”.
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Porém, ao oferecer este tipo de seguro, é importante analisar qual a classe baixa no Brasil. “Em outros países, o microsseguro é toda a apólice destinada às pessoas que ganham entre três e cinco vezes a renda per capita nacional. Talvez, no Brasil, também poderiam ser chamados de microsseguros os vendidos para as pessoas que ganham até cinco vezes a renda per capita”, ponderou o presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), Antonio Cassio dos Santos.