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SÃO PAULO – Trabalhar em casa, planejar seu horário, depender apenas de seus contatos e contar com o suporte de uma marca reconhecida. Essa é a proposta das microfranquias, negócios que exigem baixo investimento e contam com ampla flexibilidade para seus gestores.
Em geral, tratam-se de serviços que não demandam grande maquinário ou mão de obra envolvida, como assistência técnica em informática, pequenos reparos e até cuidados de enfermagem.
O consultor e presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e franquias, Batista Gigliotti, destaca que é um negócio que está, mais do que os outros, associado diretamente à capacidade do próprio franquado. “O resultado está muito relacionado ao esforço do gestor, tanto pelo atendimento e qualidade de serviços, quanto pela própria prospecção de clientes, que vai ditar o seu faturamento”, afirma.
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Dados da ABF (Associação Brasileira do Franchising) revelam que o Brasil possui aproximadamente 2.500 franqueados deste segmento, e que existem no País pouco mais de 50 marcas. A previsão de crescimento do setor para 2011 deve chegar a 20%.
Os investidores deste sistema de negócio costumam desembolsar, inicialmente, até R$ 50 mil – custo bem abaixo de tradicionais empreendimentos de médio e grande porte. Gigliotti lembra que, mesmo se tratando de um investimento inferior ao de grandes franquias, o franqueado terá uma rede de assistência. “Ele contará com uma marca, com transferência de conhecimento, terá um agente integrador, uma tecnologia específica, que o colocam em vantagem na competição no mercado”, explica.
Cuidados
Mas, como todo negócio, as microfranquias têm suas particularidades e sistemas, que devem ser avaliados antes mesmo de empreender. Gigliotti diz que os empreendedores dispostos a investirem em microfranquias devem estar atentos a três pontos em especial:
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- Investigar bem a marca, o histórico do franqueador, as possibilidades de ganhos que serão geradas. Isso deve ser feito por meio da visita a outras franquias, análise de mercado e elaboração de um plano de negócios.
- Ter disciplina. Mesmo atuando em casa, trata-se de um negócio e, como tal, requer extremo profissionalismo e rigor. É necessário atuar de maneira organizada, sem deixar que a família interfira diretamente no atendimento aos clientes e estruturação do negócio. Além disso, é necessário ter a compreensão que empreender pode ser extremamente solitário e desgastante.
- Todo negócio que depende de carteira de clientes leva algum tempo para dar retorno. Talvez seja necessário ter um longo período de fluxo de caixa negativo, então, é necessário ter alguma reserva para lidar com alguns potenciais meses de dificuldades.
O consultor acrescenta que é importante apresentar um diferencial do produto ou serviço, sob risco de que o empreendedor fique no mesmo nível do que já é oferecido por outras empresas. “Com um bom plano de atuação, é uma ótima opção, já que ainda existem poucos empreendimentos deste gênero, pois há apenas pouco mais de 50 marcas atuando nesse nicho”.