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SÃO PAULO – O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou nesta sexta-feira os dados sociais municipais do Censo Demográfico 2000, revelando que no ano de 2000, cerca de metade dos responsáveis pelos domicílios tinham um rendimento de até R$ 350. Vale lembrar que no ano 2000 o valor do salário mínimo era de R$ 151, de forma que este rendimento era equivalente a 2,31 salários.
A pesquisa do IBGE evidencia as desigualdades de condições de vida entre moradores das cidades grandes em relação à população das pequenas cidades, as desigualdades entre salários de homens e mulheres. No caso das mulheres foi possível constatar um aumento do número de mulheres responsáveis por seus lares.
Situação das crianças parece ter melhorado
Os dados do censo de 2000 revelam que a proporção de crianças de 0 a 6 anos que vivem com o responsável sem cônjuge aumentou para 16% frente aos 11,2% registrados em 1991. Vale destacar que 1,8 milhão de crianças mora apenas com responsáveis mulheres, que recebem até dois salários mínimos por mês.
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Já a proporção de crianças desta mesma faixa etária que vive em domicílios com saneamento inadequado caiu de 66,2% para 54,4%, entre 1991 e 2000, enquanto a proporção dessas crianças que moram em domicílios onde o responsável tem rendimento de até dois salários mínimos diminuiu de 60,5% para 48,6%, sugerindo um aumento do poder aquisitivo das famílias.
“Cidades grandes” têm melhores condições de saneamento
Outro destaque do estudo fica com as evidentes desigualdades nas condições de vida das populações das cidades grandes e pequenas. Neste sentido os indicadores de infra-estrutura básica de saneamento melhoram quanto maior for o número de habitantes das cidades com mais de 50 mil pessoas.
Nas cidades com população inferior a cinco mil pessoas, onde apenas 21,7% das residências têm saneamento adequado, metade dos responsáveis pelos domicílios tem cerca de 3,7 anos de estudo e rendimento mensal de até R$ 200,00. Já nos municípios com mais de 500 mil habitantes, metade dos responsáveis ganha até R$ 540,00, tem 7,6 anos de estudo e 79,7% dos domicílios têm saneamento adequado.
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Metade dos responsáveis por lares recebiam até R$ 350
O estudo do IBGE também evidenciou as diferenças de rendimentos segundo o sexo. Cerca de metade dos responsáveis homens recebe até R$ 400,00 contra metade das mulheres que ganha até R$ 276,00. Como um todo, em 2002, metade dos responsáveis pelos domicílios tinha um rendimento de até R$350,00.
Dos 1.382 municípios com até 5.000 habitantes, cerca de 1/3 registraram renda média de um salário mínimo, na época de R$ 151, enquanto nos 21 municípios com até 5.000 habitantes, a média foi inferior a um salário mínimo.
Os dados acerca de responsabilidade por domicílio apontam para de participação de 31,1% das mulheres, nos maiores municípios, e de 16,3%, nas menores cidades. Outros dados interessantes ficam com a forte redução na idade de ingresso no ensino fundamental e com a melhora de quase um ano na média de anos de estudo dos responsáveis pelos domicílios no país, passando de 4,7 para 5,7 anos de estudo.
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Nesses dez anos foram criados 1.070 municípios
No período entre 1991 e 2000, foram criados 1.070 novos municípios, representando um aumento 23,8% no número total de cidades, de sendo que 610 (57%) já têm até cinco mil habitantes. Destaque para a proporção entre concentração da população e municípios.
A região Sul, que criou 316 novos municípios nesses 10 anos, conta com 14,8% da população do Brasil e 21,4% do total dos municípios, frente à concentração populacional de 42,6% na região sudeste, que conta apenas com 30% do total de municípios.