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SÃO PAULO – Embora os investidores minoritários da Redecard (RDCD3) queiram uma oferta superior do que R$ 35,00 por ação para tirar a empresa do mercado, a oferta feita pelo Itaú Unibanco (ITUB4) está dentro das expectativas do Barclays. Para o banco, se os termos para o fechamento de capital não forem aceitos, conflitos de interesse vão surgir e podem levar a permanecer com o capital aberto, mas sem o nível mais alto de governança corporativa.
Segundo o documento enviado à CVM (Comissão de Valores Monetários), mesmo se a oferta do Itaú não for aceita por pelo menos 2/3 dos investidores minoritários, o banco vai avançar e remover a Redecard do Novo Mercado. Os analistas do Itaú, Henrique Caldeira e Roberto Attuch, ressaltam que, na prática, só é necessária a aprovação dos acionistas majoritários.
A saída da Redecard do nível mais alto de governança corporativa da BM&F Bovespa vai resultar em perdas nos direitos dos minoritários de tag-along (mecanismo que estende aos acionistas minoritários as mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle). Por outro lado, fora do Novo Mercado, a credenciadora de cartões poderia ter menos de 25% de ações em circulação.
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Pagamento de dividendos ainda incerto
Apesar do Itaú Unibanco mostrar que não é sua intenção descontar desse R$ 35,00 por ação o dividendo relativo aos resultados obtidos pela Redecard em 2011, correspondentes a R$ 1,10 por papel, os analistas do Barclays apontaram ainda alguma incerteza em relação aos dividendos pagos aos acionistas.
Na visão do Barclays, todas essas condições dificultam que os acionistas minoritários consigam um melhor preço pago pelo banco por suas ações. A situação piora se aumentar a probabilidade do Itaú modificar a estratégia comercial da Redecard ou se o banco decidir que a Redecard iniciará o pagamento dos dividendos, o que implicaria em uma rentabilidade ainda menor do que as estimativas do consenso.
Recomendação
O Barclays sugere a manutenção dos ativos da Redecard, com preço-alvo de R$ 29,00, configurando um potencial de desvalorização de 18,31% em relação ao fechamento da última quinta-feira (15). Também esteve inalterada a recomendação para o papel do Itaú, de overweight (desempenho acima da média), com target de R$ 51,00, implicando em um potencial de alta de 32,57%.