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Mercados emergentes sofrem com aumento das tensões no Oriente Médio

Investidores buscam ativos considerados mais seguros e abandonam aplicações nos mercados periféricos

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SÃO PAULO – O agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o conseqüente novo recorde para o barril do petróleo desencadearam uma busca por ativos considerados mais seguros nesta quinta-feira.

Segundo analistas, o conflito envolvendo Líbano e Israel provocou uma escalada no grau de aversão ao risco, com impactos negativos sobre os mercados de ações e de câmbio dos mercados emergentes.

Em meio ao movimento de flight to quality, a sessão desta quinta-feira acaba sendo positiva apenas para os Treasuries e para os títulos das principais potências européias – ativos considerados livres de risco.

Turquia é quem mais sofre

Pela proximidade do país ao Oriente Médio, a moeda da Turquia lidera a tendência de desvalorização das divisas de mercados emergentes nesta quinta-feira. A lira chegou a recuar 2,5% frente ao dólar.

Contudo, a tendência em questão se espalha para outras regiões e também não se restringe ao mercado de câmbio. Na América Latina, por exemplo, a bolsa da Argentina recua 2,51%, a do México 2,67% e o Ibovespa perde 2,03%.

Ativos de menor risco se valorizam

Evidenciando o fato de que se trata efetivamente de uma busca por ativos considerados de menor risco, o rendimento dos títulos de 10 anos da Alemanha atingiu seu menor patamar em três semanas nesta sessão. Vale lembrar que demanda e remuneração dos títulos movem-se em direções contrárias.

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No mesmo sentido, o yield dos Treasuries de 10 anos recua 2 pontos-base nesta quinta-feira, para 5,08%. A maior procura por títulos norte-americanos em detrimento aos papéis de mercados emergentes gerou conseqüências para o risco Brasil, que aumenta 4 pontos-base, para 252 pontos.