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Mercado espera VGBL Saúde para este ano

"O lançamento vai depender da regulamentação, mas nós gostaríamos que fosse regulamentado neste ano", afirmou diretor do HSBC Brasil

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SÃO PAULO – O mercado espera que o plano de previdência destinado à saúde saia neste ano, de acordo com o diretor de Seguros do HSBC Brasil, Fernando Moreira. “O lançamento vai depender da regulamentação, mas nós gostaríamos que fosse regulamentado neste ano”, afirmou nesta terça-feira (16).

A declaração foi dada em meio a notícias de que o governo prepara uma proposta para criação do produto. O plano de previdência direcionado à saúde também está sendo estudado pela Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida) e deve funcionar como um VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

A pessoa pode sacar o dinheiro da carteira sem incidência de tributação, inclusive do IR (Imposto de Renda), desde que o montante seja destinado a despesas com saúde. Agora, se não usar para a saúde, incide tributação.

Produto

De acordo com Moreira, o produto é importante porque vai criar nas pessoas o hábito de poupar para poder arcar com as despesas de saúde quando chegarem à “melhor idade”, nas palavras do diretor, que explicou que o produto já existe em outros países, mas não da forma que está sendo colocado no Brasil.

Ele disse que a questão da isenção tributária para uso na saúde poderia ser incluída em planos já existentes, mas que isso não “traz claramente a questão do planejamento para custear as despesas no futuro, necessidade que a indústria identificou”.

Moreira ainda ressaltou que são duas as questões que estão sendo trabalhadas: a previdência para a saúde e também para a educação, que são duas preocupações das famílias brasileiras.

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Previsão

Em setembro do ano passado, o então presidente da Bradesco Vida e Previdência, Marco Antônio Rossi, havia previsto que o produto seria comercializado neste ano.

De acordo com ele, existe um “gap” nos programas das empresas, quanto à previdência privada e aos seguros oferecidos por elas. Quando a pessoa deixa a companhia, passa a não contar mais com a proteção. A ideia, por sua vez, é ter um produto em que o colaborador possa, quando sair da empresa, contar com ele.