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SÃO PAULO – O mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização, registrou boa expansão entre janeiro e outubro deste ano. Segundo estatísticas da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização), o crescimento em relação ao mesmo período do ano passado foi de 8,7%, de forma que a arrecadação passou de R$ 48,1 bilhões para R$ 52,2 bilhões.
Seguros
Considerando apenas o setor de seguros, seu respectivo faturamento engordou 11,6%, o que significou R$ 40,4 bilhões em valores reais.
A liderança no mercado de seguros ainda está com o ramo de Automóvel, que cresceu 16,40%. Na seqüência, os melhores desempenhos foram registrados pelos ramos Vida e Saúde, com expansões de 8,64% e 11,29%, respectivamente.
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Apesar desses setores ainda liderarem, os melhores desempenhos nos dez primeiros meses do ano ficaram com os seguros de crédito e patrimoniais. O primeiro cresceu 28% e o segundo 25,1% no período analisado.
Previdência privada e capitalização
Com evolução um pouco menor, o segmento de capitalização, que totalizou R$ 5,6 bilhões nos dez meses deste ano, avançou 4,8%.
Em contrapartida, o segmento de previdência privada aberta, que arrecadou outros R$ 6 bilhões, registrou queda de 4,82% no acumulado até outubro.
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Indenizações
O bom desempenho do setor de seguros refletiu no pagamento das indenizações. Entre janeiro e outubro de 2005, o setor devolveu à sociedade R$ 19,1 bilhões, bem mais que os R$ 17,3 bilhões somados no ano passado, de acordo com a Fenaseg.
Quanto à sinistralidade, que fechou os dez primeiros meses em 67,1%, o destaque ficou com o ramo saúde, que acumulou no período uma sinistralidade de 91,88%. Vale lembrar que a taxa de sinistralidade reflete o quanto a seguradora terá de pagar em indenização para cada R$ 1,00 de prêmio recebido.
Investimentos alcançam R$ 137 bilhões
O crescimento do setor neste ano se deve muito aos investimentos do mercado de seguros, previdência complementar aberta e capitalização, que, juntas, despejaram R$ 137,1 bilhões só em outubro deste ano.
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Desse montante, R$ 35 bilhões se referem a patrimônio líquido das empresas e R$ 102,1 bilhões às provisões técnicas, segundo avaliação da Fenaseg, que se valeu de dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e da ANS (Agência nacional de Saúde).
Essas provisões, que garantem o pagamento das indenizações, benefícios e resgates, cresceram 24,3% em comparação com outubro de 2004, quando as reservas somaram R$ 82,1 bilhões.