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SÃO PAULO – Um ano positivo e de muitas transformações. Assim foi 2004 para o mercado brasileiro de seguros, na opinião da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização).
Segundo o presidente da Federação, João Elisio Ferraz de Campos, medidas como o lançamento do 2o Plano Setorial da Indústria do Seguro e a redução do IOF (Imposto sobre Operação Financeira) para o seguro de vida são alguns dos avanços conquistados pelo setor. Vale lembrar que o imposto mencionado terá sua alíquota zerada em setembro de 2006.
Mais conquistas
O mercado também progrediu muito no que diz respeito a sua normatização. A criação de ouvidorias, por exemplo, transformou o Brasil em referência internacional.
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Com fortes investimentos na área de tecnologia, o relacionamento entre as seguradoras e a IRB Brasil Re, a resseguradora estatal, também se tornou mais ágil e otimizado através do SIN – Sistema Integrado de Negócios.
Outro ponto positivo de 2004 foi o lançamento do seguro de vida popular, que trouxe cerca de 3 milhões de novas apólices para o mercado.
Como resultado de todas essas ações, o desempenho das carteiras de seguro de vida e previdência foi considerado satisfatório pelos dirigentes do setor. Até outubro deste ano, o primeiro produto movimentou R$ 12,8 bilhões em receita de prêmios, enquanto a previdência privada arrecadou R$ 6,5 bilhões.
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Rumo a 2005
As boas perspectivas para a economia brasileira nos próximos anos devem aquecer também o mercado de seguros. Esta é a previsão de Renê Garcia, superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados). De acordo com ele, o setor é um dos que apresentam maior potencial de crescimento, e para aproveitá-lo ao máximo, uma das ações será o contato mais próximo com o agronegócio.
Outro projeto a ser colocado em prática no ano que vem é o seguro popular para automóveis usados, que deve repetir o sucesso verificado na demanda pelo seguro de vida popular.
Garcia, no entanto, diz que o cenário promissor pede também a revisão da legislação para o mercado de seguros. De acordo com ele, as mudanças regulatórios ocorridas em 2004 precisam prosseguir em 2005, período que considera como “o ano da supervisão e da fiscalização”.