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SÃO PAULO – As escolas que oferecem cursos de pré-escola, ensino fundamental e médio tiveram um reajuste maior que instituições particulares de ensino superior em janeiro de 2013, de acordo com levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Liderando os aumentos, as pré-escolas particulares receberam alta média de 10,10% na variação do IPC-DI (Índice de Preço do Consumidor).
Com uma média de 9,81%, os cursos de ensino médio tiveram o segundo maior reajuste na mensalidade de janeiro de 2013, seguidos pelos cursos de ensino fundamental, de educação infantil e as instituições de ensino superior, que apresentaram reajustes de 9,72%, 6,72% e 6,4%, respectivamente.
Na comparação com o ano passado, que apresentou aumento médio de 8,76%, os cursos da pré-escola também tiveram a maior alta da taxa de reajuste nas mensalidades.
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O economista da FGV que levantou os números, André Braz, apontou que as instituições de ensino superior apresentaram o menor reajuste pelo aumento da concorrência na categoria. “Além de ter muitas instituições no mercado, com uma grande variedade de preços e programas de inclusão, os cursos de ensino superior têm muita mobilidade entre os universitários, que podem trancar suas matrículas e continuar em outra instituição facilmente.”
Fator que acontece com menos frequência nas escolas. “No ensino médio, fundamental e pré-escola, os alunos tendem a ter maior fidelidade com a instituição. As crianças criam laços de amizades e têm mais resistência de mudar de escola. Isso diminui a concorrência entre elas”, ressalta Braz.
O economista salienta que mesmo com menor reajuste, o ensino superior ainda pesa mais no orçamento que os demais cursos.
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Dá pra pedir descontos?
Uma vez que os valores devem se manter ao longo do ano, o economista afirmou que dá para negociar com as escolas para um eventual desconto na mensalidade ou bolsa para seus filhos.
“Caso os pais não concordem com o reajuste da mensalidade, eles podem procurar a escola para tentar uma negociação de preços, já que os reajustes vão variar de escola para escola”, sugere Braz. “Todas as instituições têm a obrigação de dar razões para o reajuste aos consumidores”.