Meia-entrada pode deixar de ser benefício apenas dos estudantes

Projeto estende benefício para todos os jovens com até 21 anos, que precisarão apenas apresentar o documento de identidade

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SÃO PAULO – Ao que tudo indica, todos os jovens com até 21 anos poderão desfrutar do benefício da cobrança de meia-entrada em casas de espetáculos, cinemas, estádios de futebol, teatros e outras casas destinadas ao lazer. Para isto, será necessário apenas apresentar o documento de identidade no momento da compra da entrada.

Isto por que a Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira, um projeto de lei que estende o direito a estes jovens, que não precisarão mais batalhar para conseguir o desconto de 50% nos diversos estabelecimentos da Capital. Mas para que a nova lei entre em vigor, será necessário ainda que a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, sancione o projeto, cuja autoria é do vereador José Mentor.

Votação havia sido adiada

Uma vez aprovada, a decisão deverá beneficiar milhares de crianças, adolescentes e jovens que batalham todo ano para obterem o desconto, normalmente através das carteirinhas adquiridas na própria instituição de ensino.

Para Mentor, o objetivo principal da nova lei está na democratização da cultura. O projeto não é nenhuma novidade, visto que foi aprovado no ano passado em primeira votação. Na ocasião, Mentor decidiu adiar a aprovação definitiva do projeto, uma vez que os vereadores ligados a entidades estudantis, cujos salários provém da emissão das carteirinhas de estudantes, poderiam se opor à nova lei.

Estabelecimentos se opõem à decisão

Com a liberação da meia-entrada para todos os jovens até 21 anos, incluindo também aqueles que estão sem estudar, os estabelecimentos comerciais que deverão conceder os descontos obrigatórios se mostraram indignados com a decisão.

Além de serem totalmente contra o beneficio aos jovens, estas empresas certamente deverão buscar auxílio jurídico para tentarem rever sua situação. O diretor da rede de cinemas Cinemark, Valmir Fernandes, afirmou que o setro não aprovou a decisão e caso a lei seja sancionada, pretende procurar seus advogados para tomar alguma atitude.

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Mentor ironiza a opinião dos comerciantes e finaliza dizendo que a maior preocupação deles é em obter lucro fácil, sendo que a difusão da cultura certamente não é um assunto que lhes interessa.