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SÃO PAULO – Uma boa notícia aos aposentados e pensionistas que passaram pela defasagem do salário mínimo entre 1994 e 1997 sem a incorporação do benefício. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na última sexta-feira, dia 23 de julho, a medida provisória que autoriza a correção em até 39,6% das aposentadorias e pensões concedidas nesse período.
Calendário do pagamento corrigido
A atualização dos valores ocorrerá a partir do pagamento de setembro para quem tem benefício terminado nos números 1 e 6. Benefícios com final 2, 5 e 7 terão valores corrigidos em outubro, enquanto os terminados em 3, 8 e 0 serão atualizados em novembro e os de final 4 e 9, em dezembro.
O entendimento entre governo e aposentados estabelece que, para quem entrou com ação na justiça, o pagamento dos passivos acontecerá no prazo de 1 a 6 anos.
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Já para quem não buscou a justiça, o prazo de recebimento está entre 1 e 8 anos. Entretanto, será necessário assinar um termo de adesão, que estará disponível em agências dos Correios, postos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e entidades representativas, como associações de aposentados e sindicatos.
Escala com base nas faixas etárias
Segundo Antonio Carlos da Costa, da Associação Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, a escala de pagamento dos passivos foi montada com base nas faixas etárias e valores a receber. Nas tabelas abaixo incluimos o número de parcelas em que será efetuado o pagamento, no caso dos aposentados que entraram com ação na Justiça e aqueles que não entraram.
Para quem tem ação judicial
Faixa etária
Até R$ 2mil
Entre R$ 2.001,00 e R$ 5mil
Entre R$ 5.001,00 e R$ 7,2 mil
Acima de R$ 7,2 mil
Acima de 70 anos
12 parcelas
24 parcelas
24 parcelas
36 parcelas
Entre 65 e 69 anos
24 parcelas
36 parcelas
48 parcelas
60 parcelas
Entre 60 e 64 anos
36 parcelas
48 parcelas
60 parcelas
72 parcelas
Abaixo de 59 anos
48 parcelas
60 parcelas
72 parcelas
72 parcelas
Para quem não entrou com ação judicial
Faixa Etária
Até R$ 2mil
Entre R$ 2.001,00 e R$ 5mil
Entre R$ 5.001,00 e R$ 7,2 mil
Acima de R$ 7,2 mil
Acima de 70 anos
24 parcelas
36 parcelas
36 parcelas
36 parcelas
Entre 65 e 69 anos
36 parcelas
48 parcelas
60 parcelas
72 parcelas
Entre 60 e 64 anos
48 parcelas
60 parcelas
72 parcelas
84 parcelas
Abaixo de 59 anos
60 parcelas
72 parcelas
84 parcelas
96 parcelas
Fonte: Ministério da Previdência Social
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Fonte será a arrecadação excedente da Cofins
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, informou nesta sexta-feira que o governo vai usar a arrecadação excedente da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) sobre as importações deste ano para cobrir os gastos de R$ 12,3 bilhões com a correção dos benefícios.
Segundo Palocci, isso somente será possível graças ao aumento de 40% na arrecadação federal do tributo em junho, frente ao mesmo mês de 2003. Além disso, esses ganhos com a Cofins deverão ser revertidos na redução de impostos de incidência sobre áreas como bens de capital e poupança de longo prazo.