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SÃO PAULO – Uma parcela de 92% dos médicos no Brasil declara que os planos de saúde interferem em sua autonomia no trabalho e prejudicam os pacientes, revela pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (1) pela APM (Associação Paulista de Medicina) e ABM (Associação Brasileira de Medicina).
Ainda de acordo com o levantamento, realizado com 2.184 pessoas, dentre os tipos de interferência praticados pelas operadoras, lideram as glosas de procedimentos ou medidas terapêuticas, com 78% das respostas, seguidas pela restrição ao número de exames ou procedimentos, que recebeu 75% das indicações. Ambos com 70% das menções, aparecem na sequência as restrições a doenças pré-existentes e atos diagnósticos e terapêuticos realizados com a designação de auditores.
Regiões
Considerando as regiões do País, a percepção sobre a interferência dos planos no trabalho médico foi considerada um consenso, ficando na faixa entre 90%, no Sudeste, e 95%, no Sul e Nordeste.
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Quanto aos procedimentos em que os planos mais intervêm, as glosas receberam mais respostas no Centro-Oeste (84%), região em que, ao lado do Norte, houve mais citações para restrição ao número de exames (80% e 83%, respectivamente). Já as restrições a doenças pré-existentes foram mais apontadas no Nordeste e no Norte, com 77% e 78%, nesta ordem.
Avaliação
Os entrevistados ainda avaliaram os planos de saúde com os quais trabalham. Na média geral, em uma escala de zero a dez, os médicos deram nota cinco, sendo que os que atuam nas regiões Centro-Oeste e Sudeste são os mais críticos, atribuindo notas 4,7 e 4,9.
Nas demais regiões, a média ficou um pouco da verificada para o Brasil, com notas 5,1 no Nordeste, 5,3 no Sul e 5,4 no Norte.