Reflexos da guerra

McDonald’s tem filas, cliente algemado e funcionários cantando antes do ‘último Big Mac’ na Rússia

Rede fast food suspendeu temporariamente as atividades no país por causa da invasão à Ucrânia, mas continuará pagando seus 62 mil funcionários russos

Por  Equipe InfoMoney -

Os últimos dias de funcionamento do McDonald’s na Rússia foram marcados por filas de pessoas para entrar nas unidades, de carros nos drive-trhus, e funcionários cantando em forma de despedida enquanto trabalhavam. Houve até um cliente algemado em protesto.

As cenas inusitadas são o mais recente reflexo da saída de diversas empresas ocidentais da Rússia, que fazem uma retaliação ao ataque à vizinha Ucrânia. A lista vai de Coca-Cola ao Starbucks passando por marcas de luxo como Louis Vuitton e Hermès e da montadora Toyota e a Nike, só para citar algumas.

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A abertura de uma unidade do McDonald’s em Moscou, na década de 1990, após o colapso da União Soviética, levou multidões ao restaurante e foi um símbolo da vitória do capitalismo sobre o socialismo.

Agora, com a notícia da suspensão das operações das 847 lojas do McDonald’s no país, russos correram para degustar os últimos lanches, batatas fritas e sorvetes. Um cliente, identificado como Nikas Safronov, chegou a se acorrentar a uma unidade contra o seu fechamento (veja no tuíte abaixo).

Vídeos e imagens compartilhadas nas redes sociais também mostram filas enormes em drive-trhus, funcionários cantando enquanto produzem sanduíches em uma loja em São Petersburgo e até um cliente que diz ter estocado dezenas de lanches na geladeira de sua casa.

O McDonald’s afirmou que vai continuar a pagar seus 62 mil funcionários no país, mesmo com a operação suspensa, e que não sabe dizer quando as unidades serão reabertas.

“Nossos valores significam que não podemos ignorar o sofrimento humano desnecessário visto na Ucrânia”, afirmou o executivo-chefe da companhia, Chris Kempczinski, em mensagem a funcionários na semana passada.

 

O McDonald’s é dono e opera 84% de seus restaurantes na Rússia e atende a milhões de clientes por dia. O fechamento também inclui as franquias.

A empresa detém 108 lanchonetes na Ucrânia e tem quase 10 mil funcionários no país. As lojas também estão todas fechadas, devido à invasão, mas a companhia diz que trabalha para manter os salários em dia. Rússia e Ucrânia representaram 9% da receita da companhia em 2021.

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