Material escolar: Ipem registra índice de 17,2% de irregularidades

Em fiscalização de 47 tipos de produtos, a maioria das irregularidades encontradas estava em cadernos e cola

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SÃO PAULO – Em recente fiscalização, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) encontrou irregularidades em materiais escolares, o que demonstra que o consumidor pode estar sendo lesado sem perceber.

Na fiscalização de 47 tipos de produtos, realizada na segunda-feira (15), 17,2% deles foram reprovados, ou seja, oito itens estavam irregulares. Dentre as mercadorias recolhidas pelo Ipem-SP, cola e caderno escolar foram os que apresentaram pior desempenho.

Erros encontrados

Na capital, dos 17 itens analisados, cinco apresentaram irregularidades (29,41%), sendo a maior delas encontrada na cola branca “Cris”, da César Di Como, com 90g, em que a inadequação atingiu 16,56% do produto, que estava cerca de 14,9g abaixo do indicado. Entre as análises, caderno, fita corretiva e bloco de notas também foram notificados.

Na cidade de Bauru foram encontradas mais irregularidades, sendo que dois dos oito produtos analisados foram reprovados. O maior erro estava na massa de modelar “Turma do Chico Bento”, de 114g da Fij Ind. Com. Ltda., em que estavam com 3,50g abaixo do declarado, o que representa 3,07% a menos do produto.

Em São José do Rio Preto, a cola bastão “ursinho Pooh Mercur” de 8g foi a única irregularidade nos dez tipos de produtos examinados (10%). As amostras apresentaram erros individuais, sendo o maior de 2,30g.

Em Ribeirão Preto e Presidente Prudente, cidades em que seis itens foram analisados, nenhum foi reprovado.

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Penalidades

A fiscalização é resultado das ações diárias dos técnicos do Ipem-SP em todo o estado de São Paulo, distribuído entre os sete laboratórios para análise de produtos pré-medidos que compõem a instituição. Cada um deles atende uma determinada região e fica responsável pelas informações destes municípios.

As irregularidades são penalizadas de acordo com cada caso. A multa pode chegar a R$ 50 mil, dobrando o valor em caso de reincidência. As empresas flagradas pelo Ipem-SP têm até 15 dias, a partir da constatação da irregularidade, para apresentar defesa à Superintendência do Instituto de Pesos e Medidas.