Maioria dos japoneses defende trabalho feminino

Pela primeira vez em 25 anos de pesquisa, parcela de entrevistados a favor do trabalho feminino (48,9%) superou a contrária (45,2%)

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SÃO PAULO – Apesar da crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, ainda existem aqueles que são contrários a esse conceito, e defendem que as mulheres contribuem mais se ficam em casa, cuidando não só da administração do lar, mas também da educação e formação dos filhos.

Desde 1979, o governo japonês vem elaborando pesquisas de opinião entre a população, de forma a tentar entender o que a sociedade espera de homens e mulheres, e qual deve ser o papel de cada um deles.

Parcela contrária caiu, mas é grande

Naquele levantamento, cerca de 72,5% dos entrevistados afirmaram acreditar que as mulheres deveriam ficar em casa. Somente 20,4% dos entrevistados não concordaram com essa visão de qual deveria ser o papel das mulheres na sociedade.

Pela primeira vez nos 25 anos em que a pesquisa é elaborada, esta foi a primeira vez em que um número maior de pessoas informou acreditar que a mulher não deve ficar em casa, mas sim procurar colocação no mercado de trabalho.

Dentre os 3.500 entrevistados 48,9% afirmaram ser contrários à idéia de que o homem deve trabalhar e a mulher ficar em casa. Porém, a parcela de pessoas que acreditam que o lugar da mulher é em casa ainda foi elevado, de 45,2%.

Ajudando no orçamento

Se analisarmos as respostas por sexo, o que se constata é que a maioria dos homens entrevistados, 49,8% do total, ainda acredita que a mulher deve ficar em casa. A boa notícia é que esse número caiu em relação à última pesquisa, enquanto a parcela de homens favoráveis a uma participação das mulheres no mercado de trabalho cresceu para 43,3%.

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Mas ainda existe muita resistência mesmo entre as mulheres. Ainda que a maioria das entrevistadas, 53,8%, defenda um papel mais amplo e seja contrária à permanência em casa, uma parcela grande (41,3% do total de mulheres) ainda acredita que essa seja a melhor opção para as mulheres.

Representantes do governo afirmaram que o aumento da aceitação entre a população de que as mulheres devem ter um papel mais ativo no mercado de trabalho reflete a realidade da economia, que exige que ambos os cônjuges trabalhem para manter o poder aquisitivo familiar.