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Duas em cada três pessoas que vivem ou pretendem viver de aluguel no Brasil aceitariam pagar uma taxa adicional para contar com serviços digitais no contrato de locação. Segundo pesquisa Datafolha encomendada pelo QuintoAndar, 63% dos entrevistados se dizem dispostos a pagar pelo menos 2,5% do valor do aluguel por um pacote de conveniências online.
Entre os serviços incluídos nesse pacote estão chat 24 horas para auxílio em problemas do imóvel, informações online sobre faturas e boletos, vistorias de entrada e saída digitais, rescisão de contrato feita de forma online e outros serviços tecnológicos ligados à locação.
A rejeição a qualquer pagamento por esse tipo de serviço é minoritária: apenas 16% dos entrevistados não aceitariam desembolsar nenhuma quantia pelas facilidades digitais.
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A pesquisa ouviu, entre 14 e 24 de abril, 800 moradores de todas as regiões do país, com 18 anos ou mais, das classes A, B e C, que já vivem de aluguel ou planejam alugar um imóvel nos próximos 12 meses.
Tecnologia já é “padrão esperado” no aluguel
De acordo com o levantamento, 92% dos entrevistados concordam que plataformas digitais – de transporte, streaming, comida ou moradia – facilitaram a vida e trouxeram melhorias reais nos serviços.
Quando a comparação é direta com as imobiliárias tradicionais, 66% dizem considerar “melhor” uma plataforma que oferece agendamento de visitas online, gestão de reparos e uso de inteligência artificial para facilitar processos, em relação ao modelo tradicional de intermediação.
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“O mercado imobiliário brasileiro foi, por décadas, sinônimo de burocracia e lentidão. O que vemos hoje é uma validação clara de que o consumidor não aceita mais retroceder. A tecnologia não é apenas uma facilitadora; ela se tornou o padrão de eficiência esperado por quem busca agilidade e transparência na jornada de moradia”, afirma Rafael Castro, CPO do QuintoAndar.
Mercado de locação ainda é dominado por contato direto com o proprietário
Apesar da valorização da tecnologia, a pesquisa mostra que o mercado de locação ainda é marcado por processos considerados complexos. Ao todo, 79% dos entrevistados concordam que alugar um imóvel envolve desafios como gerenciar reparos, pagamentos e vistorias.
Ainda assim, 46% afirmam que costumam buscar imóveis diretamente com o proprietário, sem intermediação de imobiliárias ou plataformas. Já um em cada três entrevistados diz usar plataformas digitais de moradia, como o QuintoAndar, para procurar imóveis para alugar.
Para Castro, os dados indicam um potencial ainda grande de digitalização do mercado de aluguel. “Há um espaço enorme para levarmos segurança jurídica e praticidade a uma parcela da população que ainda sofre com processos complexos no momento de procurar um imóvel para alugar. O nosso papel é mostrar que a tecnologia é a melhor aliada para profissionalizar e proteger todos os elos envolvidos no mercado de aluguel”, afirma o executivo.