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SÃO PAULO – As prescrições médicas inadequadas já chegam a 50% dos medicamentos no Brasil, segundo informações da OMS (Organização Mundial de Saúde). O mais preocupante, no entanto, é que a principal causa do problema é a má caligrafia dos médicos.
“Uma receita mal escrita pode provocar confusão na aquisição e na administração do remédio”, alerta a Inbravisa ( Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária). “A situação é ainda mais preocupante quando se pensa que, além das reações adversas simples, um erro de medicamento pode levar uma pessoa à morte”.
Intoxicação
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os fármacos são responsáveis por 27% dos casos de envenenamento humano. Quando as intoxicações terminam em morte, 16% se devem aos remédios.
“O sistema de saúde brasileiro só registra os casos que levam ao hospital”, revela o vice-presidente do conselho Regional de Farmácia (CRF), Eustáquio Linhares Borges. “Nossas estatísticas são apenas a ponta do iceberg”.
Antibióticos
Os antibióticos, por exemplo, também são vendidos por algumas farmácias sem a receita. “Estudos já apontam a ligação entre o uso desnecessário destas substâncias e o crescimento de endemias”, informa Borges.
Para Rui Dammenhain, diretor presidente da Inbravisa, este é apenas um dos reflexos da deficiências dos cursos de graduação da área da saúde no Brasil.