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SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que, para melhorar a saúde, será preciso encontrar uma forma de arrecadar recursos para a área, tendo em vista a derrubada da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira).
Lula disse que o fim da cobrança foi um ato de “ódio, rancor e maldade”, em discurso de homenagem recebida no Hospital Sarah, em Brasília. “Num ato de insanidade nos tiraram R$ 40 bilhões por ano que, se somar, dá mais de R$ 150 bilhões”, afirmou, segundo a Agência Brasil.
Ele disse ainda que a presidente eleita, Dilma Rousseff, terá de organizar deputados e senadores para garantir esses recursos para a saúde. “Ao deixar a Presidência da República, digo que não há hipótese de melhorar a saúde no Brasil, se não arrumar uma forma de arrecadar recursos”.
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Contra outro tributo
Em ato contra a criação de um tributo nos moldes da CPMF, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) reuniu 200 entidades no início deste mês, que acertaram que vão se reunir para definir quais pontos deverão constar em um documento a ser entregue ao governo, com propostas para o desenvolvimento do País.
O assunto voltou à tona durante a campanha presidencial, quando parlamentares e executivos da base aliada do governo alertaram para a necessidade de recriar a CPMF, a fim de levantar recursos para a área da saúde.
“Não estamos aqui para nos manifestar contra alguém, mas sim para deixar claro a posição da sociedade”, afirmou Skaf, segundo a Agência Fiesp. “Aqueles que estavam sonhando em aumentar o volume de impostos já estão acordando”, completou.