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SÃO PAULO – O Banco do Brasil encerrou 2006 com lucro líquido de R$ 6,044 bilhões, incremento de 45,5% em relação a 2005. No quarto trimestre do último ano, o lucro do BB totalizou R$ 1,248 bilhões, 69,4% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Estes números vieram acima das projeções dos analistas consultados pela InfoMoney.
O retorno sobre o patrimônio líquido do banco atingiu 32,1% no acumulado de 2006, o que corresponde a um lucro por ação de R$ 7,32. Já o resultado bruto da intermediação financeira do BB, R$ 10,808 bilhões, ficou em linha com o apurado no ano anterior.
O índice de eficiência, que mede a relação entre despesas administrativas e de pessoal sobre a receita bancária, ficou em 47,5% no ano, levemente abaixo dos 48,1% registrados em 2005. Vale lembrar que quanto menor este indicador for, menor será a parcela das receitas bancárias necessárias para cobrir os custos operacionais, evidenciando melhoras na eficiência do banco.
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Carteira de crédito e provisão de risco avançam
Dentre os números divulgados nesta terça-feira, destaque para o crescimento de 30,8% da carteira de crédito do banco no último ano frente ao apurado em 2005, totalizando R$ 133,157 bilhões. Este resultado superou, em termos percentuais, o avanço de 20,8% da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional, segundo dados do próprio BB.
Ainda dentre os números da carteira de crédito do banco, destaque para o avanço de 117% no segmento de crédito consignado em 2006. As despesas de provisão para risco de crédito foram 32,1% maiores no ano, resultado não só do crescimento de sua carteira, mas também da adoção de uma postura mais conservadora da instituição, principalmente em decorrência da piora conjuntural da carteira de agronegócios.
O BB manteve sua liderança em números de clientes, encerrando 2006 com 24,4 milhões de correntistas – 22,8 milhões de pessoas físicas e 1,6 milhão de pessoas jurídicas.
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Perspectivas para 2007 e desempenho das ações
Em seu relatório oficial, o BB declarou que, em 2007, pretende diversificar seu portfólio, firmar novas parcerias varejistas, aumentar sua base de clientes não-correntistas e ampliar a oferta de produtos como crédito, seguros e cartões.
Na última sessão, com o mercado aguardando bons números, os papéis ordinários do Banco do Brasil fecharam em alta de 1,76%, cotados a R$ 69,40. Estas ações acumulam valorização de 8,44% em 2007.