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SÃO PAULO – Apostadores de loterias da Caixa Econômica Federal devem passar a ser identificados no ato da aposta, pelo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). A medida visa a evitar lavagem de dinheiro resultante de “caixa dois” de empresas ou de atividades ilícitas praticadas pelo crime organizado.
A nova medida, de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), foi aprovada na terça-feira (27), pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Famosos sortudos
O autor do projeto explica que o esquema de lavagem de dinheiro com a utilização de apostas de loterias funciona quando o real ganhador aceita vender seu bilhete premiado ao dono da lotérica ou a um de seus integrantes, que lhe pagam um quantia superior à do prêmio, transformando o dinheiro sujo em dinheiro limpo.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Zambiasi lembrou ainda de notícias divulgadas na mídia que revelam a ação dos corruptos, quando um mesmo grupo de 200 pessoas venceu 9.095 vezes entre março de 1996 e fevereiro de 2002.
Segurança dos contemplados
Outro projeto que deve inibir a ação de infratores é o sigilo quanto à identificação do apostador e dos contemplados, evitando a exposição dos ganhadores, o que contribui para a incidência de assaltos e roubos.
O relator do projeto, senador Fernando Collor (PTB-AL), se mostrou favorável à proposta e afirmou que a matéria deve representar agilidade e transparência nos concursos de loteria, que deixarão de ser utilizados para lavar dinheiro.