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SÃO PAULO – O crescimento das lojas de conveniência hoje é garantido mais pelas marcas individuais do que pelas franquias. Enquanto o segmento todo se expandiu a uma taxa média anual superior a 15% em número de estabelecimentos, as lojas franqueadas cresceram apenas entre 3% a 5% ao ano, conforme dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Conforme veiculou o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, em 2006, das cerca de cinco mil lojas de conveniência que funcionavam no País instaladas principalmente dentro de postos de combustíveis, apenas 1.870 pertenciam a alguma franquia.
Lojas de conveniência
Essa nova tendência vem surpreendendo os especialistas em varejo, uma vez que as franquias sempre impulsionaram o segmento de lojas de conveniência. Uma das razões para a mudança pode estar no custo maior de administração da franquia. Para se manter uma loja de conveniência da marca BR Mania, da Petrobras, por exemplo, é preciso descontar 4% do faturamento bruto para pagar taxa de royalties mais 2% para taxa de publicidade.
O especialista em varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Juracy Parente, acredita que o segmento de conveniência no Brasil passa por um momento de ajuste de formato. “Ele está tentando incluir mais produtos básicos para atrair um público mais popular, inclusive moradores da vizinhança. Essa flexibilidade não existe nas franquias”.
No Brasil, 10% dos cerca de 30 mil postos de combustíveis em funcionamento possuem lojas de conveniência.
O faturamento do segmento atingiu cerca de R$ 2 bilhões em 2006, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Em 2005, o as lojas haviam faturado R$ 1,3 bilhão.
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“O ganho de renda da população e o crescimento do setor automotivo impulsionam esse varejo” diz o diretor-executivo da ABF, Ricardo Camargo.