Limite do cheque especial não é extensão do salário, alerta Proteste

Cheque especial é uma das operações de crédito mais caras do mercado

Signing a check cheque
Signing a check cheque

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SÃO PAULO – O cheque especial é uma das operações de crédito mais caras do mercado e uma das principais causas do endividamento das famílias. Em um levantamento realizado pela Proteste Associação dos consumidores, em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), ficou comprovado que as taxas cobradas pelos bancos no cheque especial podem chegar a 256,33% ao ano.

Por isto, a Proteste orienta o consumidor a ter cautela e o serviço deve ser a última opção a ser procurada em caso de dificuldades financeiras.  Caso tenha que apelar para o cheque especial, a recomendação é utilizar o recurso por poucos dias e nunca contratar sem saber antes o Custo Efetivo Total, cuja informação é obrigatória, de acordo com determinação do Banco Central. 

A Proteste alerta que o limite do cheque especial não pode ser considerado como extensão do salário. “Há consumidores que recorrem ao cheque especial por não resistir ao apelo do consumo e acabam comprometendo o orçamento com gastos que poderiam ser adiados ou planejados”, afirma a associação.

A conduta dos bancos costuma induzir o consumidor a esse entendimento, uma vez que as instituições costumam listar o limite do cheque especial no extrato como parte do saldo. Os juros cobrados pelo serviço costumam ser debitados automaticamente na conta corrente. “É uma verdadeira cilada que pode levar ao endividamento”, conclui.

De acordo com a associação, mesmo que também exija cuidados e planejamento para ser usado, o crédito pessoal é mais recomendado para substituir a dívida do cheque especial. A categoria de crédito apresenta juros menores e um prazo de pagamento mais longo para quitar o débito dentro das condições do orçamento.  Vale lembra que para evitar ser induzido a usar o limite, o consumidor pode pedir o cancelamento do cheque especial a qualquer momento.