Lan-houses e cyber cafés podem ser porta de entrada para fraudadores

Apesar de incluir digitalmente, computadores públicos podem conter programas espiões para gravar informações pessoais

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SÃO PAULO – As lan-houses e cyber cafés são conhecidos como grandes colaboradores para a inclusão digital de pessoas que não tem computadores em suas casas.

Mas por trás da inclusão, algo muito perigoso pode ocorrer: além de servir como ferramenta de pesquisa, entretenimento e informação, a internet acessada nesses locais pode ser a porta de entrada para que programas espiões utilizem informações para fraudes.

Evite transações bancárias

Para o consultor do MIS (Movimento Internet Segura), Gastão Mattos, as transações bancárias, compras on-line ou movimentações que contenham senhas ou dados pessoais devem ser evitadas, já que não há garantia de que os estabelecimentos tomam as devidas precauções.

“Eventualmente, pode haver programas espiões que estariam registrando tudo o que é digitado naquela máquina, para uso nefasto”, explica Matos.

O especialista orienta os consumidores a verificarem se o antivírus e firewall de última geração são atualizados freqüentemente. “Seria ainda mais correto uma operação de clen up após o acesso de cada usuário, apagando-se cookies, arquivos cachê, histórico e lista de entradas do usuário anterior”, enumera. “Isto preserva não somente a segurança, mas a privacidade de todos”.

Documentação

Depois de verificar se estas providências foram tomadas pelo estabelecimento, certifique-se de que os administradores cuidam da documentação. Mattos garante que é obrigação dessas casas manter um registro com todas os internautas que operaram as instalações, com horários e cópia de documentos originais dos clientes.

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“Se demandados legalmente, os proprietários precisam apresentar a identidade de usuários, alvo de possíveis investigações criminosas”, conclui o especialista.