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SÃO PAULO – A Polícia Federal já começa nesta terça-feira as investigações sobre o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, anunciou no começo da semana que determinou ao diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, a abertura de inquérito policial para apurar denúncias publicadas na revista Veja no último final de semana.
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A reportagem dizia que a autarquia era obrigada a pagar R$ 400 mil por mês para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em troca da indicação para a presidência do instituto. Assim teria decidido o presidente do partido, o deputado Roberto Jefferson em conversa com o ex-presidente do IRB, Lídio Duarte.
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Segundo as informações, Jefferson disse que as despesas do partido eram altas e que era necessária “colaboração financeira” dos dirigentes indicados pelo partido, para a direção da estatal de seguros.
IRB nega acusação
Em nota oficial divulgada nessa segunda-feira (23), o Instituto de Resseguros do Brasil declarou não ser possível o repasse indevido de quantias à políticos: “considerando os mecanismos de controle operacional continuamente aprimorados, não é possível a reversão de qualquer parcela de seus resultados para o custeio de despesas que não estejam previstas em seu orçamento, além se não ser aceita qualquer interpretação que possa pôr em dúvida a seriedade na condução de seus negócios”.
A estatal ainda afirma que estão sendo adotadas medidas que conferem maior transparência em suas operações, como a criação de Comitês de Colocação. Estes, tem a função de “(…) definir, em cada negócio, as bases para retrocessão ao mercado internacional, observada a Política Interna de Colocações de Riscos no Exterior, também aprovada pelo Conselho de Administração da Empresa”.
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Criada em 1939, o IRB, movimenta R$ 900 milhões por ano.