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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou nesta sexta-feira (27/12) os resultados do seu balanço anual de 2002 sobre a evolução das taxas de juros bancárias. De acordo com o levantamento, a taxa de juro média cobrada nas operações de empréstimo pessoal no ano foi de 5,62% ao mês, um aumento de 0,77 ponto percentual em relação à taxa média do ano passado, que foi de 4,85% ao mês.
No total, treze instituições financeiras fizeram parte da pesquisa: Banco Bilbao Vizcaya Brasil-BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.
Muito acima da Selic
Assim como já havia acontecido em 2001, as taxas de juros dos empréstimos pessoais registraram tendência de alta durante este ano, como reflexo do forte aumento da taxa básica de juros, que começou o ano em 19% e terminou em 25%.
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Em resposta a este aumento, a taxa média dos empréstimos pessoais subiu de 5,43% ao mês em janeiro para 5,92% ao mês em dezembro. Em termos de taxa anual, os juros do empréstimo pessoal subiram de 88% ao ano para 99% ao ano, um aumento de 11 pontos percentuais, cerca de cinco pontos acima da variação da Selic, que foi de seis pontos durante o ano.
O repasse para o consumidor acima da variação da Selic reflete a maior preocupação dos bancos em conceder empréstimos em um cenário econômico desfavorável, onde a combinação de juros altos e desemprego pressiona os índices de inadimplência.
Itaú e Nossa Caixa mantiveram juros
Somente o Itaú e a Nossa Caixa mantiveram as taxas inalteradas durante todo o ano. No caso do Itaú, a taxa ficou estável em 6,95% ao mês, de forma que o banco acabou registrando a maior taxa média no ano entre todos os bancos analisados, enquanto a Nossa Caixa registrou a menor taxa média no ano, de 3,95% ao mês.
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A diferença entre as duas taxas é de três pontos percentuais, de forma que no acumulado de um ano um consumidor que levantou empréstimo no Itaú gastou 41% a mais em juros do que gastaria na Nossa Caixa.
BBV praticou maior aumento ano
Enquanto o Itaú praticou a maior taxa do mercado durante todo o ano, o BBV foi o banco que promoveu o maior reajuste na taxa cobrada nos empréstimos pessoais, ao elevar a sua taxa mensal em 1,7 ponto percentual durante o ano.
A taxa mensal cobrada pelo BBV subiu de 3,50% ao mês em janeiro para 5,20% ao mês em dezembro. Depois de manter a taxa mensal dos empréstimos pessoais abaixo de 4,5% até setembro, o BBV subiu a taxa para 4,80% ao mês em outubro e novamente em dezembro, desta vez para 5,20%.
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Outro banco que praticou fortes reajustes no ano foi a Caixa Econômica, cujos juros subiram de 4,80% ao mês para 5,99% ao mês no ano, um aumento de 1,19 ponto percentual. Da mesma forma, o Banespa aumentou os juros mensais em 1,11 ponto percentual, subindo de 5,29% para 6,40%.