Juros do empréstimo pessoal e cheque especial caíram este ano, revela Procon-SP

No primeiro caso, a diminuição foi de 0,03 ponto percentual. Já no cheque especial houve queda de 0,05 p.p. entre 2005 e 2006

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SÃO PAULO – As taxas de juros praticadas pelos bancos
no empréstimo pessoal e no cheque especial este ano tiveram uma leve queda, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP nesta quarta-feira (27).

Para realizar o levantamento foram analisadas as tarifas de dez instituições financeiras: HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.

Empréstimo pessoal

De acordo com o Procon-SP, a taxa média praticada este ano pelos bancos pesquisados no Empréstimo Pessoal foi de 5,36% a.m., 0,03 ponto percentual a menos do que a verificada no ano anterior (5,39% a.m.).

Neste quesito, o Banco Real e o Itaú apresentaram as maiores taxas anuais de juros no empréstimo pessoal, de 5,95% ao mês. Já a da Nossa Caixa foi de 4,25% a.m., o que representa uma diferença de 40% entre o maior e o menor valor.

Cheque especial

Ainda de acordo com a pesquisa, a taxa média do cheque especial apresentou queda de 0,05 ponto percentual este ano, na comparação com 2005, passando de 8,25% para 8,20% a.m.

Dos dez bancos pesquisados, o Itaú foi o que apresentou a maior taxa do cheque especial, de 8,50% ao mês. Já a Caixa Econômica Federal teve o menor valor de 2006, 7,33% a.m., o que nos mostra uma diferença de 15,96% entre os bancos.

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Taxas de juros

A tabela abaixo mostra os valores cobrados ao mês nas instituições pesquisadas este ano e ainda destaca a menor e maior taxa em cada modalidade.

Banco Empréstimo pessoal Cheque Especial
HSBC 4,82% 8,45%
Banespa 5,80% 8,40%
Bradesco 5,66% 8,13%
Banco do Brasil 4,76% 7,86%
Caixa Econômica 4,81% 7,33%
Itaú 5,95% 8,50%
Santander 5,80% 8,43%
Nossa Caixa 4,25% 8,10%
Real 5,95% 8,40%
Unibanco 5,81% 8,43%
Média 5,36% 8,20%

Fonte: Procon

Crédito somente em casos de necessidade

Conforme orienta o Procon-SP, apesar da queda nas taxas de juros, o consumidor deve planejar seu orçamento com critério e recorrer ao crédito apenas em casos de real necessidade, comparando o custo-benefício e evitando a inadimplência.

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Segundo a entidade, o foco deste trabalho não é somente informar o consumidor sobre a conjuntura a que ele está sujeito, mas também sensibilizá-lo para a adoção de uma postura racional em relação ao consumo e à utilização do dinheiro.

Isso porque o superendividamento é um fenômeno que tem crescido nos últimos anos e constitui motivo de grande preocupação dos órgãos de defesa do consumidor.