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SÃO PAULO – As taxas de juros praticadas pelos bancos
no empréstimo pessoal e no cheque especial este ano tiveram uma leve queda, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP nesta quarta-feira (27).
Para realizar o levantamento foram analisadas as tarifas de dez instituições financeiras: HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.
Empréstimo pessoal
De acordo com o Procon-SP, a taxa média praticada este ano pelos bancos pesquisados no Empréstimo Pessoal foi de 5,36% a.m., 0,03 ponto percentual a menos do que a verificada no ano anterior (5,39% a.m.).
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Neste quesito, o Banco Real e o Itaú apresentaram as maiores taxas anuais de juros no empréstimo pessoal, de 5,95% ao mês. Já a da Nossa Caixa foi de 4,25% a.m., o que representa uma diferença de 40% entre o maior e o menor valor.
Cheque especial
Ainda de acordo com a pesquisa, a taxa média do cheque especial apresentou queda de 0,05 ponto percentual este ano, na comparação com 2005, passando de 8,25% para 8,20% a.m.
Dos dez bancos pesquisados, o Itaú foi o que apresentou a maior taxa do cheque especial, de 8,50% ao mês. Já a Caixa Econômica Federal teve o menor valor de 2006, 7,33% a.m., o que nos mostra uma diferença de 15,96% entre os bancos.
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Taxas de juros
A tabela abaixo mostra os valores cobrados ao mês nas instituições pesquisadas este ano e ainda destaca a menor e maior taxa em cada modalidade.
| Banco | Empréstimo pessoal | Cheque Especial |
| HSBC | 4,82% | 8,45% |
| Banespa | 5,80% | 8,40% |
| Bradesco | 5,66% | 8,13% |
| Banco do Brasil | 4,76% | 7,86% |
| Caixa Econômica | 4,81% | 7,33% |
| Itaú | 5,95% | 8,50% |
| Santander | 5,80% | 8,43% |
| Nossa Caixa | 4,25% | 8,10% |
| Real | 5,95% | 8,40% |
| Unibanco | 5,81% | 8,43% |
| Média | 5,36% | 8,20% |
Fonte: Procon
Crédito somente em casos de necessidade
Conforme orienta o Procon-SP, apesar da queda nas taxas de juros, o consumidor deve planejar seu orçamento com critério e recorrer ao crédito apenas em casos de real necessidade, comparando o custo-benefício e evitando a inadimplência.
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Segundo a entidade, o foco deste trabalho não é somente informar o consumidor sobre a conjuntura a que ele está sujeito, mas também sensibilizá-lo para a adoção de uma postura racional em relação ao consumo e à utilização do dinheiro.
Isso porque o superendividamento é um fenômeno que tem crescido nos últimos anos e constitui motivo de grande preocupação dos órgãos de defesa do consumidor.