Juros do cheque especial caem modestamente em abril

Pesquisa do Procon indica queda dos juros no cheque especial para 8,84% ao mês, enquanto taxa de empréstimo bancário sobe para 5,48%

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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou nesta terça-feira os resultados da pesquisa sobre as taxas de juros bancárias referentes ao início do mês de abril. As instituições financeiras que fizeram parte da pesquisa foram o Banco Bilbao Vizcaya Brasil- BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco. O período de coleta dos dados foi de 05 a 06 de março.

A pesquisa avaliou as taxas cobradas nos empréstimos pessoais com prazo de contrato de até 12 meses e nos cheques especiais num período de 30 dias. Os dados levantados pelo Procon só levaram em consideração as taxas máximas pré-fixadas cobradas dos clientes (pessoa física) não preferenciais.

Itaú tem empréstimo pessoal mais caro

Ao analisar os juros cobrados nos empréstimos pessoais, o Procon constatou que houve um aumento de 0,01 ponto percentual em março. Desta forma, os juros médios, que em março estavam em 5,47%, passaram para 5,48% em abril. Dentre os bancos analisados a maior taxa cobrada era a do Itaú, que manteve a sua taxa em 6,95%. Em contrapartida, a Nossa Caixa apresentou a melhor taxa, cobrando apenas 3,95% pelo mesmo tipo de financiamento.

A única instituição que reduziu os seus juros foi o HSBC, cuja taxa caiu de 5,90% para 5,70%. Tanto o Banespa (5,29% para 5,60%) quanto o Santander (de 5,72% para 5,75%) optaram pelo aumento das taxas. Nos demais casos as taxas ficaram praticamente inalteradas.

Taxa do cheque especial cai

No cheque especial a taxa caiu modestamente em relação ao mês de março, ficando em 8,84%, em baixa de 0,06 ponto percentual. Dentre os bancos incluídos na pesquisa a maior taxa cobrada era de 9,50%, que era praticada novamente pelo BCN. Já o HSBC optou por cortar os juros, que eram de 9,50% em março, para 8,60% em abril. A Nossa Caixa permanecia como a instituição que cobrava os juros mais baixos dentre os bancos analisados, com uma taxa de 7,95% para o cheque especial.

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Já o Banespa, que em março retornou a taxa ao mesmo patamar apresentado em janeiro (8,89%) voltou a subir os juros em abril, desta vez 0,10 ponto percentual (8,99%). Nas demais instituições não houve alteração. A seguir os valores cobrados pelos bancos nos cheques especiais: Santander e Real (+9,20%), BBV (+9,00%), Unibanco, Itaú e Mercantil Finasa (+8,90%), Banespa (+8,89%, Bradesco (+8,80%), Caixa Econômica (+8,70%) e BB (+8,30%).

Juros só devem cair se inadimplência baixar

Mesmo com a redução da taxa de juros básica da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual em março, a queda não foi suficiente para provocar uma redução nas taxas de cheque especial e empréstimo pessoal cobradas pelos bancos. A Selic passou de 18,75% para 18,5%, na última reunião do Copom em março.

Apesar do próprio presidente do Banco Central, Armínio Fraga, ter declarado que existe espaço para novos cortes nos juros em 2002, estes cortes não deverão ser repassados para o consumidor enquanto não houver uma redução significativa da inadimplência do mercado. Em alguns bancos o nível de inadimplência nas carteiras de créditos chegou a 30%, o que acabou forçando estas instituições a adotar uma política mais restritiva na hora de conceder novos empréstimos.

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Muitos varejistas já apostam em uma redução no nível de inadimplência para 2002, sugerindo que o volume de protestos nos dois primeiros meses do ano caiu em relação ao registrado no mesmo período em 2001. Enquanto isto não é confirmado e os juros para o consumidor não caírem, a melhor opção ainda é evitar a todo o custo os financiamentos.