Publicidade
SÃO PAULO – Os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos pessoais e no cheque especial sofreram pequena elevação em junho, segundo pesquisa realizada pelo Procon-SP junto a dez instituições financeiras.
Este é o sétimo aumento consecutivo dos encargos, que desde o final do ano passado estão em trajetória ascendente. O estudo foi divulgado pela Fundação nesta segunda-feira (13) e tem como base de coleta dos dados os dias 02 e 03 de junho.
De acordo com a sondagem mensal, a taxa média dos empréstimos pessoais subiu 0,03 ponto percentual na comparação com maio, passando de 5,39% para 5,42% ao mês, depois que cinco bancos elevaram seus juros.
Já o cheque especial teve seu custo ampliado apenas em duas das dez instituições analisadas, o que foi suficiente para pressionar a taxa média em 0,02 ponto percentual, elevando-a de 8,25% para 8,27% ao mês.
Nossa Caixa praticou o maior aumento no mês
Segundo o Procon-SP, a maior alta nos empréstimos pessoais em junho ocorreu na Nossa Caixa, que subiu a taxa em 0,15 ponto percentual na relação com o mês anterior. A alteração na cobrança foi de 4,1% para 4,25% mensais.
Continua depois da publicidade
O Unibanco continua sendo a instituição com maior taxa do mercado. O banco aumentou, segundo o levantamento, de 5,85% para 5,87% ao mês a tarifa do crédito.
Em junho, a única queda de juros do empréstimo pessoal constatada foi a do HSBC, que caiu de 5,19% para 5,16% a.m. entre maio e junho.
No que se refere ao cheque especial, a nossa Caixa também alterou positivamente sua taxa, de 7,9% para 8,1%, o que representa uma variação de 0,2 ponto percentual. Já o Unibanco alterou a cobrança em 0,03 ponto, passando de 8,36% para 8,39% ao mês.
Continua depois da publicidade
Ainda assim, o banco Itaú continua sendo a instituição com a maior taxa praticada no cheque especial: 8,5% ao mês.
Desde setembro de 2004, ambas as modalidades de crédito acumularam alta de 0,28 ponto percentual. A Fundação Procon considera a elevação modesta, porém contínua, o que causa certa preocupação em relação ao encarecimento do crédito.
Vale destacar que todos os dados analisados pela pesquisa se referem a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais. As dez instituições financeiras analisadas são: HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.