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SÃO PAULO – Depois de ficarem praticamente estáveis durante o mês de janeiro, registrando um leve recuo em relação à taxa média de dezembro, os juros de créditos à pessoa física voltaram a subir em fevereiro, desta vez para 5,26%.
Os números fazem parte do relatório do Banco Central publicado nesta quinta-feira (27/3), que acompanha as taxas de juros médias para as principais modalidades de financiamento para indivíduos e empresas.
Spread cai pela primeira vez em oito meses
Revertendo tendência registrada desde junho, quando atingiu seu nível mais baixo do ano, ao ficar em 3,24% ao mês, o spread bancário caiu pela primeira vez em oito meses em fevereiro deste ano.
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Apesar de os juros dos empréstimos para pessoa física terem subido 0,07 ponto percentual em janeiro, passando de 5,19% para 5,26%, os juros pagos nas aplicações subiram de forma mais acentuada, o que explica a redução do spread.
Enquanto em janeiro os juros médios pagos nas aplicações bancárias eram de 2%, em fevereiro eles subiram para apenas 2,13%. Desta forma, o spread bancário caiu de 3,82% em janeiro para 3,79% em fevereiro, uma queda de 0,03 ponto percentual.
Para quem não está familiarizado com o termo, o spread bancário mede a diferença entre as taxas médias que os bancos pagam pelo dinheiro que você aplica com eles, seja através de CDBs ou outros tipos de depósitos, e o quanto cobram nos seus financiamentos.
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Crédito pessoal ficou mais caro
Confirmando a tendência registrada na maioria das modalidades de empréstimo pessoal, o volume de total de crédito pessoal aumentou 1% em fevereiro, ao atingir um volume de operações de R$ 25,3 bilhões, ou o equivalente a 32% do total de financiamentos para pessoas físicas.
Pelo segundo mês consecutivo, os juros dos empréstimos pessoais subiram de forma significativa. Em fevereiro, o aumento foi decorrente do novo patamar da taxa básica de juros, que subiu de 25,5% ao ano para 26,5% ao ano. Desta forma, os juros médios cobrados nos empréstimos pessoais subiram 15 pontos base, de 5,74% ao mês para 5,89%.
Juros do cheque especial voltam a subir
Em fevereiro, os juros nas operações de cheque especial voltaram a subir pelo sexto mês consecutivo. Desta vez, o aumento foi ainda menos acentuado, de 0,05 ponto percentual, com os juros alcançando o patamar de 8,732% ao mês em fevereiro. Este é o nível mais alto dos juros do cheque especial desde que o levantamento do Banco Central começou a ser feito, em janeiro de 2000.
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Mantendo a tendência dos últimos meses, o volume de operações com cheque especial registrou crescimento em fevereiro, com uma expansão de 1,2%.
Por sua vez, as operações com cartão de crédito registraram uma expansão de 8% no volume total de créditos concedidos, de forma que fecharam fevereiro com R$ 5,764 bilhões e aumentaram sua participação no volume total de créditos para pessoa física para 7,3%. Nos últimos 12 meses, esta é a modalidade que mais cresceu, com uma expansão acumulada de 61%.
Esta tendência permitiu que a relação entre o volume de operações com cartão de crédito em relação às operações com cheque especial aumentasse de cerca de 39,6% para 63% nos últimos 12 meses, o que confirma a substituição do cheque pelo cartão de crédito. No final de fevereiro, o volume de operações com cheque especial foi de R$ 9,115 bilhões, o que equivale a 11,54% do total de empréstimos para pessoa física.
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Financiamento de carro mais barato
Por sua vez, os juros cobrados nos financiamentos de compra de automóveis caíram novamente em fevereiro deste ano. Com isto, desde o final do ano passado, os juros deste tipo de financiamento caíram de 3,74% ao mês para 3,62% em fevereiro.
Com R$ 27,09 bilhões, esta é a maior modalidade de financiamento para pessoas físicas, respondendo por 34,3% do volume total emprestado. Depois de ficar praticamente estável em janeiro, o volume total de financiamentos para compra de carros cresceu 0,3% em fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento do volume total de concessões foi de 5,3%.