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SÃO PAULO – Os juros médios cobrados nos empréstimos para pessoa física registraram um forte aumento no mês de outubro, passando de 4,76% ao mês de setembro para 4,99%. Os números fazem parte do relatório do Banco Central publicado nesta quarta-feira (28/11), que acompanha as taxas de juros médias para as principais modalidades de financiamento para indivíduos e empresas.
Spread volta a subir
Depois de atingir seu nível mais baixo do ano em junho, quando ficou em 3,24% ao mês, o spread bancário subiu desde então. O aumento do spread bancário só não foi maior porque os juros pagos nas aplicações financeiras também subiram em outubro, mas este aumento foi mais do que compensado pela alta dos juros cobrados nos empréstimos bancários.
Assim como os juros de empréstimos subiram 0,23 ponto percentual em outubro, passando de 4,76% ao mês em setembro para 4,99% em outubro, os juros pagos nas aplicações aumentaram de 1,82% em setembro para 2,07% em outubro. Desta forma, o spread bancário subiu de 3,47% em setembro para 3,52% em outubro, um aumento de 0,05 ponto percentual.
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O aumento do spread de outubro acabou sendo bem menos acentuado do que os registrados nos meses de julho e agosto, quando o spread subiu 0,15 e 0,07 ponto percentual, respectivamente. Para quem não está familiarizado com o termo, o spread bancário mede a diferença entre as taxas médias que os bancos pagam pelo dinheiro que você aplica com eles, seja através de CDBs ou outros tipos de depósitos, e o quanto cobram nos seus financiamentos.
Juros de crédito especial sobem
Depois de registrar uma queda de 1,65% no mês de setembro, o volume de operações com crédito pessoal voltou a subir em outubro (0,75%) atingindo um volume de operações de R$ 24,966 bilhões, ou o equivalente a 32,4% do total de financiamentos para pessoas físicas.
Mantendo a tendência já registrada no mês de setembro, os juros médios cobrados neste tipo de financiamento voltaram a subir. Em outubro, os juros dos empréstimos pessoais subiram 0,16 ponto percentual para 5,44% ao mês.
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Juros do cheque especial sobem pouco
Mantendo a tendência registrada em setembro, os juros do cheque especial voltaram a subir 0,01 ponto percentual em outubro, alcançando o patamar de 8,24% em outubro, voltando aos níveis em que se encontrava em julho deste ano.
Dentre as modalidades de financiamento para pessoas físicas acompanhadas pelo Banco Central, a de cheque especial registrou a maior taxa de crescimento em outubro, com um aumento do volume total de operações de apenas 1,74%, passando a responder por 12,08% do total de empréstimos para pessoa física.
Por sua vez, as operações com cartão de crédito registraram a maior queda em termos de volume total (-1,83%), para um total de R$ 4,587 bilhões. Com isto, as operações de cartão de crédito respondem por apenas 5,96% do volume total de créditos para pessoa física. Isto equivale a pouco menos da metade do volume de operações com cheque especial, que é de R$ 9,303 bilhões.
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Financiamento de carro mais caro
Seguindo a tendência de alta nos juros do crédito especial, os juros cobrados nos financiamentos de compra de automóveis também subiram em outubro, desta vez de forma ainda mais acentuada, com um aumento de 0,32 ponto percentual atingindo o patamar de 3,61% ao mês. Este reajuste reflete o aumento da taxa básica de juros, que em 14 de outubro foi aumentada de 21% para 22% ao ano.
Com R$ 26,978 bilhões, esta é a maior modalidade de financiamento para pessoas físicas, respondendo por 35,04% do volume total emprestado. Depois de registrar alta por dois meses consecutivos, o total de financiamentos para compra de carros voltou a cair no mês passado, ainda que modestamente (-0,06%). A queda reflete o aumento dos juros, assim como o aumento do preço dos carros devido à alta do dólar.