Juros ao consumidor subiram em setembro, divulga BC

Depois de cair por três meses seguidos, a taxa média subiu para 4,26% ao a.m e superou também a taxa no mesmo mês em 2004 (4,17% a.m.)

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SÃO PAULO – Depois de cair nos dois últimos meses, os juros cobrados nos empréstimos ao consumidor voltaram a subir em setembro, de acordo com Nota de Política Monetária e Operações de Crédito divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira (27).

A taxa média praticada em setembro subiu para 4,26% ao mês, 3 pontos base acima da taxa de agosto, que havia ficado em 4,23%. Além disso, a taxa ainda supera em 9 pontos aquela registrada em setembro do ano passado (4,17%).

Spread volta a subir

Por sua vez, as taxas de juros pagas pelos bancos nas aplicações financeiras de pessoas físicas caíram ligeiramente em setembro (1,39% ao mês), na comparação com agosto (1,40%). Os juros pagos nestas operações no decorrer do mês passado também superaram aqueles verificados em setembro de 2004 em quatro pontos base (1,35% ao mês).

Diante desse desempenho, depois de se manter estável por três meses seguidos, o spread bancário, que mede a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos à pessoa física e aqueles pagos nas aplicações financeiras, subiu para 3,26% no mês de setembro, alta de 4 pontos base frente a agosto (3,22% ao mês). Porém, na comparação com setembro de 2004, houve elevação de sete pontos base, visto que na época o spread estava em 3,19% ao mês.

Só Aquisição de bens teve forte alta

A análise das diversas modalidades de crédito oferecidas para pessoa física permite constatar forte elevação em apenas uma das modalidades analisadas: aquisição de Outros bens que não veículos, cuja taxa média subiu 34 pontos base para 3,99%. A taxa de setembro ficou ligeiramente abaixo daquela registrada no mesmo mês no ano passado (4,0%).

Nas demais modalidades não houve mudanças significativas. A maior taxa registrada foi a do cheque especial que ficou em 7,89% frente a 7,88% de agosto. Em seguida veio o crédito pessoal, cuja taxa caiu 1 ponto base para 4,87% ao mês. Finalmente, a taxa média no financiamento de veículos também ficou praticamente estável em 2,59% ao mês.