Juros ao consumidor sobem para 5,19% em dezembro

Dados fazem parte do relatório do Banco Central, segundo o qual o spread bancário subiu pelo sexto mês seguido, desta vez para 3,69%

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SÃO PAULO – Depois do forte aumento registrado nos juros médios cobrados nos empréstimos para pessoa física durante o mês de novembro, quando as taxas subiram em média 0,17 ponto percentual, os juros voltaram a subir no último mês do ano passado, ainda que de forma menos acentuada.

Os números fazem parte do relatório do Banco Central publicado nesta terça-feira (28/1), que acompanha as taxas de juros médias para as principais modalidades de financiamento para indivíduos e empresas.

Spread sobe pelo 6º mês

Desde junho, quando atingiu seu nível mais baixo do ano, ao ficar em 3,24% ao mês, o spread bancário subiu por seis meses seguidos. Assim como os juros de empréstimos subiram 0,03 ponto percentual em dezembro, passando de 5,16% para 5,19%, os juros pagos nas aplicações recuaram de 2,33% em novembro para 2,28% em dezembro. Desta forma, o spread bancário subiu de 3,64% em novembro para 3,69%, um aumento de 0,05 ponto percentual.

Para quem não está familiarizado com o termo, o spread bancário mede a diferença entre as taxas médias que os bancos pagam pelo dinheiro que você aplica com eles, seja através de CDBs ou outros tipos de depósitos, e o quanto cobram nos seus financiamentos.

Crédito pessoal ficou mais barato

Depois de subir em novembro (1,11%) o volume de total de crédito pessoal recuou 2,5% no último mês do ano passado, ao atingir um volume de operações de R$ 24,6 bilhões, ou o equivalente a 32,3% do total de financiamentos para pessoas físicas.

Depois do forte aumento na taxa média de juros dos empréstimos pessoais durante o mês de novembro, os juros acabaram recuando 0,07 ponto percentual no último mês do ano passado. Desta forma, os juros médios cobrados nos empréstimos pessoais ficaram em 5,58% ao mês.

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Juros do cheque especial voltam a subir

Mantendo a tendência já registrada em novembro, os juros nas operações de cheque especial voltaram a subir em dezembro. Desta vez, o aumento foi ainda mais acentuado, de 0,10 ponto percentual, com os juros alcançando o patamar de 8,42% em dezembro. Este é o nível mais alto dos juros do cheque especial desde que o levantamento do Banco Central começou a ser feito em janeiro de 2000.

Dentre as modalidades de financiamento para pessoas físicas acompanhadas pelo Banco Central, a de cheque especial registrou a maior queda no volume em dezembro, com um recuo de 5,5%.

Por sua vez, as operações com cartão de crédito registraram uma expansão de 0,7% no volume total de créditos concedidos, que fechou o ano em R$ 4,839 bilhões. Com isto, as operações de cartão de crédito respondem por apenas 6,34% do volume total de créditos para pessoa física. Isto equivale a cerca de 57% do volume de operações com cheque especial, que é de R$ 8,545 bilhões, que respondem por 11,19% do total de empréstimos para pessoa física.

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Financiamento de carro mais caro

Também voltaram a subir em dezembro os juros cobrados nos financiamentos de compra de automóveis. Depois de subirem 0,11 ponto percentual em novembro, os juros deste tipo de financiamento aumentaram para 3,75%, um incremento adicional de 0,04 ponto percentual. Com isto, somente no último trimestre do ano passado, a taxa média de juros mensal destes financiamentos subiu 0,46 ponto percentual.

Com R$ 26,933 bilhões, esta é a maior modalidade de financiamento para pessoas físicas, respondendo por 35,29% do volume total emprestado. Depois de cair por dois meses consecutivos, o volume total de financiamentos para compra de carros subiu em dezembro, ainda que modestamente (0,2%).