Juros ao consumidor sobem para 5,16% em novembro

Dados fazem parte do relatório do Banco Central, segundo o qual o spread bancário subiu pelo quinto mês seguido, desta vez para 3,64%

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SÃO PAULO – Os juros médios cobrados nos empréstimos para pessoa física registraram um forte aumento no mês de novembro, passando de 4,99% em outubro para 5,16% em novembro. Os números fazem parte do relatório do Banco Central publicado nesta quarta-feira (20/12), que acompanha as taxas de juros médias para as principais modalidades de financiamento para indivíduos e empresas.

Spread sobe pelo 5º mês

Desde junho, quando atingiu seu nível mais baixo do ano, ao ficar em 3,24% ao mês, o spread bancário subiu por cinco meses seguidos. O aumento do spread bancário só não foi maior porque os juros pagos nas aplicações financeiras também subiram forte em novembro, mas este aumento foi mais do que compensado pela alta dos juros cobrados nos empréstimos bancários.

Assim como os juros de empréstimos subiram 0,17 ponto percentual em novembro, passando de 4,99% em outubro para 5,16%, os juros pagos nas aplicações aumentaram de 2,07% em outubro para 2,16% em novembro. Desta forma, o spread bancário subiu de 3,52% em outubro pra 3,64% em novembro, um aumento de 0,12 ponto percentual.

Para quem não está familiarizado com o termo, o spread bancário mede a diferença entre as taxas médias que os bancos pagam pelo dinheiro que você aplica com eles, seja através de CDBs ou outros tipos de depósitos, e o quanto cobram nos seus financiamentos.

Juros de crédito especial sobem

Depois de subir em outubro (0,75%), o volume total de crédito pessoal voltou a crescer em novembro, desta vez de forma ainda mais acentuada, a uma taxa de 1,11% atingindo um volume de operações de R$ 25,24 bilhões, ou o equivalente a 32,79% do total de financiamentos para pessoas físicas.

Mantendo a tendência já registrada no mês de outubro, os juros médios cobrados neste tipo de financiamento voltaram a subir. Em novembro, os juros dos empréstimos pessoais subiram ainda mais 0,26 ponto percentual para 5,64% ao mês.

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Juros do cheque especial sobem forte

Seguindo a tendência de alta generalizada dos juros de operações de crédito ao consumidor, os juros do cheque especial subiram forte em novembro, 0,08 ponto percentual, alcançando o patamar de 8,32% no mês. Este é o nível mais alto dos juros do cheque especial desde que o levantamento do Banco Central começou a ser feito em janeiro de 2000.

Dentre as modalidades de financiamento para pessoas físicas acompanhadas pelo Banco Central, a de cheque especial registrou a maior queda no volume em novembro, com um recuo de 2,83%.

Por sua vez, as operações com cartão de crédito registraram uma queda bem mais modesta em termos de volume total (-0,16%), para um total de R$ 4,580 bilhões. Com isto, as operações de cartão de crédito respondem por apenas 5,95% do volume total de créditos para pessoa física. Isto equivale a pouco mais da metade do volume de operações com cheque especial, que é de R$ 9,040 bilhões, que respondem por 11,74% do total de empréstimos para pessoa física.

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Financiamento de carro mais caro

Também subiram forte em novembro os juros cobrados nos financiamentos de compra de automóveis. Depois de subirem 0,32 ponto percentual no mês de outubro, os juros deste tipo de financiamento aumentaram para 3,72% um incremento adicional de 0,11 ponto percentual.

Com R$ 26,938 bilhões, esta é a maior modalidade de financiamento para pessoas físicas, respondendo por 34,99% do volume total emprestado. Pelo segundo mês consecutivo, o total de financiamentos para compra de carros voltou a cair em novembro, ainda que modestamente (-0,15%).