Juros ao consumidor sobem para 4,79% em agosto

Dados fazem parte do relatório do Banco Central segundo o qual o spread bancário subiu, pelo segundo mês consecutivo, atingindo 3,46% ao mês

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SÃO PAULO – Os juros médios cobrados nos empréstimos de pessoa física registraram uma ligeira elevação no mês de agosto, passando de 4,77% ao mês de julho para 4,79%. Os números fazem parte do relatório do Banco Central publicado nesta quarta-feira (25/09), que acompanha as taxas de juros médias para as principais modalidades de financiamento para indivíduos e empresas.

Spread sobe novamente

Depois de cair por quatro meses consecutivos, atingindo seu nível mais baixo desde julho do ano passado no mês de junho, o spread bancário voltou a subir pelo segundo mês consecutivo. O aumento do spread bancário foi resultado da combinação de um aumento dos juros cobrados nas operações de crédito para pessoas físicas juntamente com uma queda dos juros pagos nas aplicações financeiras para pessoa física, isto é, no custo de captação dos bancos.

Enquanto os juros de empréstimos subiram 0,02 ponto percentual em agosto, os juros pagos nas aplicações caíram de 1,92% em julho para 1,86% em agosto, uma queda de 0,06 ponto percentual. Desta forma, o spread bancário subiu de 3,39% em julho para 3,46% em agosto, um aumento de 0,07 ponto percentual.

Para quem não está familiarizado com o termo, o spread bancário mede diferença entre as taxas médias que os bancos pagam pelo dinheiro que você aplica com eles, seja através de CDBs ou outros tipos de depósitos, e o quanto cobram nos seus financiamentos.

Apesar do aumento no spread ser menos acentuado do que aquele registrado no mês de julho, quando o spread subiu 0,15 ponto percentual, para o consumidor a situação é bastante desfavorável, pois prejudica não apenas quem investe como também quem precisa levantar financiamentos.

Juros de crédito especial sobem

Depois de registrar queda de 1,30% no mês de julho, o volume de operações com crédito pessoal voltou a subir em agosto, ainda que de forma modesta (0,38%) atingindo um volume de operações de R$ 25,197 bilhões, ou o equivalente a 33% do total de financiamentos para pessoas físicas.

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Mantendo tendência já registrada no mês de julho, os juros médios cobrados neste tipo de financiamento voltaram a subir. Em agosto, os juros dos empréstimos pessoais subiram 0,05 ponto percentual para 5,20% ao mês.

Cheque especial e financiamento de carros mais baratos

Contrariando a tendência de alta nos juros do crédito especial, os juros cobrados nos financiamentos de compra de automóveis caíram 0,02 ponto percentual em agosto e alcançaram o patamar de 3,44% ao mês. Esta queda sugere um ligeiro ajuste depois do forte aumento registrado no mês de julho, quando os juros subiram 0,45 ponto percentual, nível mais alto atingido pelos juros desde junho de 2000, período mais antigo que o BC disponibiliza estes dados.

Com R$ 26,969 bilhões esta é a maior modalidade de financiamento para pessoas físicas, respondendo por 35,39% do volume total emprestado. Depois da forte queda de 1,09% no mês de julho do volume de créditos concedidos, em agosto foi registrado um aumento de 0,19% no volume de financiamentos de veículos.

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Da mesma forma, os juros do cheque especial caíram no mês de agosto, passando de 8,24% em julho para 8,22%, uma queda de 0,02 ponto percentual. Dentre as modalidades de financiamento a pessoa física acompanhadas pelo Banco Central a de cheque especial registrou a maior queda no mês de agosto, com uma queda no volume concedido de 1,06%. Com isto, o volume de operações com cheque especial ficou em R$ 9,028 bilhões, o que equivale a 11,85% do total de financiamentos para pessoas físicas.