Juizados especiais são ineficazes em 34% dos processos

Segundo estudo da Cebepej e do Ministério da Justiça, dentre os acordos firmados, apenas 61% deles são cumpridos

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SÃO PAULO – As audiências de conciliação dos juizados especiais cíveis não conseguem firmar acordos em 34% dos casos, revela uma recente pesquisa divulgada pelo Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais (Cebepej).

Segundo o levantamento, produzido em parceria com Ministério da Justiça, quando as audiências estão em fase de julgamento (com a presença de um juiz), as conciliações são alcançadas em apenas 21% das ações.

Decisões são cumpridas em 39% dos casos

Apesar de a criação desses juizados ter por objetivo firmar soluções amigáveis para os conflitos, o índice de cumprimento dos acordos é de apenas 39%.

Para Maria Tereza Sadek, coordenadora da pesquisa, a má formação dos conciliadores responde por esses índices. “O estagiário de Direito não sabe fazer conciliação”, acredita a especialista.

O secretário da Reforma do Judiciário, Pierpaolo Bottini, vai mais longe e defende que a mediação seja feita por psicólogos, “mais capacitados que os estudantes de Direito”.

Santa Catarina já conta com psicólogos

A juíza Mariela Ferraz Nogueira, membro da Comissão do Projeto de Conciliação sobre Juizados Especiais do Conselho Nacional de Justiça, também defende a tese. Ela diz que em Santa Catarina, psicólogos vêm fazendo o trabalho e colhido bons resultados.

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Por enquanto, a forma de capacitar os conciliadores ainda é a grande dúvida, já que ninguém sabe ao certo a carga horária, o tempo e o método do curso.

As informações são da Revista Consultor Jurídico.

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