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SÃO PAULO – Após os temores sobre a saúde financeira do banco de investimentos Bear Stearns, foi decidido na noite do último domingo (16) a venda da instituição ao JPMorgan, terceiro maior banco norte-americano em ativos, por US$ 2 por ação, o que corresponde a US$ 236 milhões.
Para se ter uma idéia, a Bear Stearns, na última quinta-feira (13), detinha um valor de mercado que girava em torno de US$ 3,5 bilhões. O acordo firmado prevê a troca de 0,055 ação do JPMorgan por cada uma do Bear Stearns, culminando na cifra de US$ 236 milhões.
Para facilitar a transação entre as instituições, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, fará uma contribuição de até US$ 30 bilhões para financiar os ativos da Bear Stearns que não têm liquidez suficiente no mercado.
Atenuando a situação
De acordo com Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, a instituição respalda a Bear Stearns, e garante: “os clientes da Bear Stearns e seus parceiros podem se sentir seguros que o JPMorgan garantirá os riscos assumidos”.
A Bear Stearns, fundada em 1923 e listada na Bolsa de Nova York desde 1985, era considerada como um dos mais agressivos bancos de investimento dos EUA, com significativa exposição ao mercado imobiliário, inclusive ao segmento subprime.
A instituição foi uma das primeiras a serem afetadas de forma significativa pela crise do subprime em julho de 2007, quando dois hedge funds administrados pela Bear Stearns foram liquidados em função das fortes perdas sofridas em posições no mercado imobiliário norte-americano.