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SÃO PAULO – Os jovens consumistas estão presos a um fator quando vão tomar suas decisões financeiras: o emocional. Quando o dinheiro está disponível é difícil adiar os desejos de consumo, o que pode ocasionar em dívidas.
Querer algo não é necessariamente precisar do produto, assim como a publicidade nos faz pensar. O consumo inconsciente dos jovens faz com que eles se tornem inadimplentes, o que traz reflexos para a economia.
Jovem e inadimplência
O jovem ganha, em média, de dois a três salários mínimos e, apesar de muitos não terem família para sustentar, eles representam 40% da população brasileira inadimplente, sendo que 89,24% do total de brasileiros em julho tinham dívidas. A faixa etária dos 18 aos 31 anos é a que mais gasta com cartão de crédito, em itens como calçados, roupas e alimentação.
Como os salários na maioria das categorias tiveram aumento maior do que a inflação de 2,75%, os números sugerem que a situação é causada pela falta de habilidade dos consumidores em lidar com a expansão da oferta de crédito e prazos de pagamento (médio de 36 meses).
Hábitos para não cair na inadimplência
Para o professor PhD de Administração e Planejamento, Marcos Crivelaro, o jovem deve se atentar a alguns detalhes e atitudes para não “cair na armadilha” da inadimplência. A primeira delas é a mais difícil, já que a sociedade brasileira é baseada no consumismo. Saia de casa e leve apenas uma folha de cheque e com o dinheiro contado. Evite levar cartão de crédito e comprar por impulso.
Reservar algum dinheiro é sempre bom. A quantidade ideal para preservar na conta corrente é a de um salário que você recebe. Esse dinheiro renderá uma pequena poupança que irá se multiplicar nos meses seguintes.
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Baladas, telefone e alimentação
Antes de sair à noite pense se realmente valerá a pena. Será que a diversão vale meses no cheque especial e pagamentos de juros elevados? Ao ir para alguma festa, bar ou boate, peça autorização para o seu bolso.
O telefone celular tem tarifas de ligações elevadas. Tente utilizá-lo de maneira consciente e apenas em casos de emergência. Já o telefone fixo com internet pode ser usado para ler e-mail e não para navegar por horas.
Comer fora de casa pode não ser tão saudável e custar caro. Mas com o dia-a-dia agitado, muitas vezes se torna impossível fazer as refeições corretas e nos horários certos. Para não gastar muito, o professor aconselha que alimentos e sanduíches sejam trazidos de casa.
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