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SÃO PAULO – O jornal norte-americano The Wall Street Journal comparou o BRICS aos Beatles, afirmando que após completar 11 anos, o grupo de países emergentes precisa se reinventar, assim como os Beatles precisavam quando chegaram aos 10 anos e puseram fim à banda.
De acordo com o jornal, o BRICS não tem atingido bons níveis econômicos como em anos anteriores. Brasil, Rússia, Índia e China (o WSJ não cita a África do Sul) são os George, Paul, Ringo e John dos mercados emergentes. “É um grupo de indivíduos distintos que algumas vezes inspiram histeria”, disse a matéria publicada na última quarta-feira (26).
Entre 2000 e 2008 a média de crescimento do grupo foi de 8% – quase seis pontos acima da expansão dos países do G7 (grupo formado por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Japão, Alemanha e Itália). No entanto, em 2012, a média foi um pouco mais da metade: de 4,5%, de acordo com informações do FMI (Fundo Monetário Internacional). Para 2013, espera-se um crescimento de 5,5%, que segundo relatou o WSJ, “não é ruim, mas significa um passo voltado para baixo”.
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Exportações
Ainda conforme publicou o WSJ, até 2008, os mercados emergentes tinham um crescimento médio nas exportações de 20% a 30%, entretanto, 2012 deverá ser concluído com uma expansão de 5% e para o próximo ano, os níveis não voltarão ao normal já que está previsto uma alta de 10%.
O jornal também compara o Brasil à Rússia, contando que o Brasil parece um pouco melhor, mas que os estoques de petróleo (um dos principais produtos de exportação) é o pior dos BRICS, abaixo de 6% em 2012.
O crescimento do PIB brasileiro no 3º trimestre foi metade do que o esperado, de 0,6% e, frente a isso, o WSJ também fala que o grande problema do País com os esses números fracos são os baixos investimentos, tanto públicos quanto privados – de 19% do PIB. “Este total teria que subir para 22% do PIB para que o Brasil voltasse à taxa de 4,5% de crescimento”.