Publicidade
SÃO PAULO – O Japão obteve a pontuação máxima no quesito saúde do ranking dos melhores países para se viver compilado pela revista Newsweek. O país obteve nota 100,0 na categoria.
Considerando o índice geral, o Japão ficou em nono lugar entre os melhores países do mundo, com 85 pontos. Na mesma lista, a Finlândia ficou em 1º lugar e o Brasil, em 48º. O ranking considera dados de consultorias mundiais divididos nas categorias saúde, dinamismo econômico, qualidade de vida, educação e ambiente político.
Segundo a revista, os japoneses têm a expectativa de vida mais longa do mundo e as melhores taxas de recuperação a partir de praticamente qualquer doença grave. A mortalidade infantil é inferior à metade da taxa dos Estados Unidos. Além disso, o Japão ainda lidera mundialmente no ranking de “mortes evitáveis”, que representa sua eficácia na cura de doenças que podem ser curadas.
Ferramenta do InfoMoney
Baixe agora (e de graça)!
Saúde universal
O levantamento ainda cita a cobertura de assistência à saúde no Japão, que abrange todos os cidadãos, incluindo os estrangeiros ilegais, pagando os cuidados físico, mental e odontológico.
Com uma média de 15 visitas ao médico por ano, o Japão ainda leva o bônus por obter gastos módicos: o país tem despesa média por habitante de US$ 3,5 mil ao ano, menos da metade dos gastos do governo norte-americano (US$ 7,4 mil), o qual, segundo a revista, “ainda deixa milhões sem cobertura”.
“O Japão tem uma cobertura universal, mas não uma “medicina socializada”, pois o sistema pertence amplamente ao setor privado. Há seguro do governo para os desempregados e os idosos, mas a maioria das pessoas conta com planos particulares”, acrescenta o estudo.
Segundo eles, os médicos japoneses são os mais capitalistas e competitivos do mundo. Mesmo assim, o preço de um determinado tratamento é idêntico em todo o país. “Essa tabela de preços é a chave para o controle de custos, em um país onde as pessoas gostam de ir ao médico”.