Em linha com corte de 0,25 p.p. na Selic

Itaú e Banco do Brasil cortam juros de linhas de crédito após decisão do Copom

Banco informaram reduções para empréstimo pessoal, financiamento imobiliário, e agronegócio

SÃO PAULO – Após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, menor patamar da série histórica, dois grandes bancos acompanharam a decisão e anunciaram reduções de taxas para algumas linhas de crédito.

O Itaú informou que vai repassar integralmente a redução para suas linhas de empréstimo pessoal e também da linha de capital de giro, no caso de pessoas jurídicas. Os novos valores entram em vigor na próxima segunda-feira (10) e variam de acordo com o perfil do cliente e do seu relacionamento com o banco. O Itaú não detalhou quais eram as taxas médias praticadas antes dos cortes e como vão ficar agora.

O Banco do Brasil (BB), por sua vez, anunciou cortes no crédito pessoal, crédito imobiliário e nas linhas voltadas ao agronegócio. As novas taxam valem também a partir da próxima segunda-feira (10).

No crédito rotativo, a taxa mínima do BB será reduzida de 1,93% para 1,91% ao mês (25,5% ao ano). Ainda assim, vale destacar que essas são as taxas mais baixas, informadas pelo banco, mas segundo o Banco Central, o rotativo do BB registrou taxa média de 10,56% ao mês (233% ao ano) em julho.

Uma reportagem do InfoMoney mostra por que as taxas de empréstimo pessoal ainda são tão altas mesmo com a Selic a 2% ao ano.

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As taxas de financiamento imobiliário do Banco do Brasil passam de 6,99% para 6,59% ao ano. Essa redução vale para imóveis financiados no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que usa os recursos do FGTS, da poupança ou do Minha Casa Minha Visa para a contratação.

Na linha de crédito com garantia do imóvel, também chamada de home equity, o corte será de 0,80% para 0,78% ao mês. Já para a linha de crédito estruturado, espécie de empréstimo pessoal que vincula as aplicações financeiras como garantia, a taxa será alterada de 0,77% para 0,75% ao mês.

O BB explicou ainda que a linha de antecipação de crédito ao lojista (ACL) terá redução de 0,74% para 0,72% ao mês. Por fim, no segmento de agronegócio, a linha de custeio na modalidade de taxas livres direcionadas para produtores rurais terá seus encargos reduzidos de 7,25% para 7,00% ao ano.

O InfoMoney contatou também os bancos Bradesco, Santander e Caixa, mas até a publicação desta matéria não havia recebido um posicionamento sobre possíveis cortes.

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