IPI: ministra considera aumento essencial para defesa da indústria brasileira

Empresários acreditam que o correto seria criar estímulos que atraíssem investidores externos para o País

SÃO PAULO – Anunciado na última quinta-feira (15), o aumento de 30% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os veículos importados tem gerado discussões com opiniões favoráveis e contrárias às medidas.

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, considera a medida essencial para a defesa da indústria nacional. “Nosso objetivo foi o de defender a indústria nacional da ação predadora de algumas empresas e países e este é um princípio do qual o governo não abrirá mão”, explica.

Durante o almoço-debate do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), realizado nesta segunda-feira (19), a ministra afirmou que houve pleno consenso no governo para adoção da medida, mas, segundo ela, “não quer dizer que não possamos refletir sobre ela [medida]”,.

Para o empresário e presidente do Lide, João Doria Junior, o certo seria estimular o mercado nacional ou a vinda de empresas que não estão no País. Segundo ele, a medida “rompe o direito do consumidor de fazer a sua melhor opção”.

Quando questionada se o governo tem medo de que a medida possa afastar investidores externos, Miriam afirmou que acredita que os investidores vão adaptar seus negócios para a nova realidade brasileira”.

Outros questionamentos
Durante o evento, a ministra apresentou um balanço dos principais resultados dos PACs (Programas de Aceleração do Crescimento) 1 e 2. Segundo ela, foram investidos R$ 657,4 bilhões em obras até 2010 pelo PAC 1, sendo que, deste total, 82% foram concluídos em 2010. Já o PAC 2 tem investimentos previstos de R$ 955 bilhões de 2011 a 2014, sendo que 74% das obras serão realizadas até 2014.

A ministra também destacou o crescimento dos níveis de emprego no País nos últimos oito anos, que foram de 17 milhões de novos postos no período. “Além de o Brasil ter criado muito emprego, na área de infraestrutura criou ainda mais, acima da média geral”, explica.

“O setor privado teve que aumentar a competitividade de suas obras e fazer parcerias entre empresas diferentes para garantir uma logística otimizada entre elas”, afirma, acrescentando ter convicção de que as parcerias público-privadas são o melhor caminho para investir.

Em relação à Copa do Mundo e Olimpíada, a ministra foi cautelosa. Ela avaliou que os projetos estão dentro do cronograma, no que diz respeito a aeroportos, mobilidade urbana e construção de estádios. “Dez estádios brasileiros estão dentro do cronograma; somente São Paulo e Natal estão um pouco atrasados, mas São Paulo já está recuperando esse atraso”, afirma.

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