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SÃO PAULO – O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) realizou no início da semana, dia 10 de novembro, sua fiscalização “Cesta Básica”, em que apurou irregularidades em 36 produtos de um total de 71 itens analisados, o que corresponde a um índice de irregularidade de 51%, mantendo o mesmo índice apurado na pesquisa da quinzena anterior.
Entre os produtos verificados, o Ipem analisa quinzenalmente o comportamento de preços de amostras de itens como açúcar, arroz, biscoito, café, feijão, gás de cozinha, leite, margarina, óleo de soja, macarrão, sal e pão francês. As principais irregularidades correspondem a diferenças no peso e volume de quantidades indicados nas embalagens dos produtos. A pesquisa é dividida entre cinco cidades do interior e a capital paulista.
Irregularidades em São José do Rio Preto
Segundo a pesquisa, as irregularidades apuradas na semana refletem o elevado índice de irregularidades no interior. Entre 51 produtos verificados, 30 continham erros, ou 59% do total. Na pesquisa anterior o índice havia ficado em 69%, o pior resultado do ano, sendo que a maior reprovação registrada havia sido encontrada na pesquisa de 18 de agosto: 68,6%. Em São Paulo foram inspecionados 20 itens, dos quais seis estavam irregulares.
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Em São José do Rio Preto, de um total de 10 produtos fiscalizados, oito estavam irregulares, pela sexta vez consecutiva o maior índice da reprovação (80%) da pesquisa. Na cidade de Bauru, foram verificados 11 produtos, sendo que 5 estavam irregulares (45,45%). Já em Campinas, foram encontrados problemas em 7 dos 10 produtos verificados (70%), enquanto que em Presidente Prudente, entre os 12 produtos fiscalizados, 8 continham erros (66,67%).
Finalmente, em Ribeirão Preto, o índice de irregularidade foi de 25%, o menor do levantamento. A pesquisa verificou 8 produtos na região e encontrou problemas em apenas 2 deles. As variações nas pesagens das embalagens ficaram entre -1,25% e -9,08%. Acontece que os fabricantes indicam uma certa quantidade na embalagem do produto, que, na realidade, pesa menos ou contém menos itens que deveria.
Fabricantes devem se manifestar em 15 dias
Estas empresas fabricantes, portanto, estão sujeitas ao pagamento de multas, que pode ser dobrada se houver reincidência, cujos valores variam de R$ 100,00 a R$ 3 milhões.
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Os empresários terão 15 dias para se apresentarem ao Ipem para prestarem esclarecimentos sobre as irregularidades. Para denunciar qualquer problema de medidas basta entrar em contato com o Ipem-SP, que atende de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 0800 130522.